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Flu vê crise interna, e elenco pede vice Celso Barros fora do vestiário

Mario Bittencourt deve isolar Celso Barros no Fluminense - Lucas Merçon/Fluminense FC
Mario Bittencourt deve isolar Celso Barros no Fluminense Imagem: Lucas Merçon/Fluminense FC

Caio Blois

Do UOL, no Rio de Janeiro

12/11/2019 04h00

A situação não é boa no Fluminense. Ainda que a comissão técnica veja com bons olhos a vitória fora de casa contra o São Paulo e os três pontos conquistados em uma complicada mini-excursão entre a capital paulista e Porto Alegre, onde o time foi derrotado pelo Internacional, o saldo não é positivo no Tricolor. Não bastasse a vitória do Botafogo sobre o Avaí ontem que empurrou o time das Laranjeiras para a zona do rebaixamento, o clima nos bastidores só piora.

A presença do vice-presidente geral, Celso Barros, nos vestiários não é bem-vinda pelos jogadores. Diante disso, o presidente Mario Bittencourt, que mantém boa relação com o grupo e já pretendia isolar o dirigente, deve acelerar a decisão para os próximos dias.

O clima entre o mandatário e o ex-presidente da Unimed já não é dos melhores. O elenco não gostou nem um pouco das postagens e declarações polêmicas de Celso após o empate sem gols com o Vasco, no Maracanã. O vice-geral já havia incomodado os jogadores em outras ocasiões, como em reunião antes da derrota para o CSA e quando da demissão de Fernando Diniz.

O elenco, por outro lado, está "fechado" com o técnico Marcão, o diretor Paulo Angioni e também com Mario Bittencourt. Um pacto foi feito entre eles para tirar o Flu da situação complicada que vive no Brasileirão, sem depender de resultados dos rivais, conforme informação veiculada pelo "Saudações Tricolores" e confirmada pelo UOL Esporte. No jogo contra o São Paulo, uma bandeira assinada por jogadores, comissão técnica, estafe e dirigentes ficou pendurada na parede, como símbolo da aliança.

Eleito para ser o vice-geral na chapa que levou Mario à presidência, Celso fez um arranjo extraoficial com o mandatário para ficar no comando do futebol. A vice-presidência do esporte que dá nome ao clube, então, foi extinta após aprovação do Conselho Deliberativo. Ela pode, de todo jeito, ser recriada, desde que os conselheiros aprovem, bem como o nome a ser definido. Como ocupa um cargo eleito, entretanto, o dirigente só sai do Fluminense se renunciar.

Os próximos passos ainda não foram definidos por Mario Bittencourt. O que se sabe é que, exceto por uma mudança de discurso e atitude, Celso Barros não estará nas próximas viagens nem no vestiário nos próximos jogos, ainda que tenha livre acesso ao Maracanã e dificilmente fique longe do CT Carlos Castilho.

Com 34 pontos, o Fluminense é o 17º colocado do Campeonato Brasileiro. No próximo sábado, às 19h, o Tricolor recebe o Atlético-MG, no Maracanã, precisando vencer para deixar a zona de rebaixamento.

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