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Mineiros abandonam protagonismo e fazem clássico para fugir do rebaixamento

Robinho, do Cruzeiro, disputa lance com Fabio Santos, do Atletico-MG, durante partida pela Copa do Brasil - Thomas Santos/AGIF
Robinho, do Cruzeiro, disputa lance com Fabio Santos, do Atletico-MG, durante partida pela Copa do Brasil Imagem: Thomas Santos/AGIF

Enrico Bruno e Thiago Fernandes

Do UOL, em Belo Horizonte

10/11/2019 04h00

Títulos, medalhões e destaque no Brasil. Cruzeiro e Atlético-MG trocaram tudo isso pela briga contra o rebaixamento em 2019. A dupla de Minas Gerais perdeu o protagonismo no futebol brasileiro para se tornar coadjuvante.

No início da década, mais especificamente em 2013 e 2014, os dois principais times de Belo Horizonte conquistaram os principais títulos do Brasil e até da América do Sul. A Raposa foi bicampeão brasileira, enquanto o Galo venceu Libertadores e Copa do Brasil. O time celeste ainda foi campeão da Copa do Brasil em 2017 e 2018.

A atual temporada, contudo, reservou um momento complicado para os principais times da capital mineira. Com salários atrasados e dificuldade para honrar os compromissos, ambos estão na luta contra o descenso.

A situação mais complicada é do Cruzeiro. Depois de dois títulos seguidos da Copa do Brasil, o time celeste entrou em crise graças aos problemas extracampo. Itair Machado, ex-vice-presidente de futebol, é investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais. As supostas irregularidades cometidas pelo dirigente culminaram em sua demissão para a entrada de Zezé Perrella.

Desde as primeiras denúncias, no final de maio, o time vive uma crise também dentro das quatro linhas. Os mineiros tiveram três treinadores no ano - Mano Menezes, Rogério Ceni e Abel Braga (o atual). O fato é uma ilustração da queda de rendimento do time, que ainda conta com estrelas que recebem salários milionários, como Fred, Thiago Neves, Robinho, Dedé e Fábio.

Hoje, os mineiros ocupam a 16ª colocação do Campeonato Brasileiro, com 34 pontos em 31 rodadas. A equipe corre risco de sofrer um rebaixamento inédito na atual temporada.

O Atlético também vive momento complicado na temporada. Com problemas financeiros, o clube liderado por Sérgio Sette Câmara tem dificuldades para manter os salários em dia. Há atrasos regulares desde o início do ano, tanto nos vencimentos quanto nos pagamentos feitos por meio dos direitos de imagem.

Hoje, o Galo tenta colocar os compromissos em dia. No entanto, até o presidente Sérgio reconhece que é preciso chegar ao fim da temporada para quitar as dívidas com o elenco.

O clube costuma dizer que os débitos não influenciam no dia a dia. Entretanto, não consegue engatar uma sequência de bons resultados. Atualmente, o time de Vagner Mancini ocupa a 11ª colocação, com 39 pontos em 31 jogos disputados.

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