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Entenda por que corintianos não se preocupam com queda de produção no dérbi

Danilo Lavieri e José Eduardo Martins

Do UOL, em São Paulo

09/11/2019 22h45

A queda de produção do Corinthians do primeiro para o segundo tempo no clássico deste sábado (9), que terminou num empate de 1 a 1 contra o Palmeiras, não preocupa os comandados de Dyego Coelho. Tranquilos, os jogadores que concederam entrevistas na saída do Pacaembu minimizaram e praticamente entraram em consenso sobre os fatores que levaram o Timão a ser sufocado pelo arquirrival durante boa parte dos 45 minutos finais do dérbi.

De acordo com estatísticas do portal especializado Footstats, o Corinthians encerrou o primeiro tempo com 62% de posse de bola contra 38% do arquirrival. Na etapa complementar, o cenário se inverteu: o Palmeiras teve a bola em 69% do tempo contra apenas 31% de posse do Timão.

O zagueiro Gil, o lateral-esquerdo Danilo Avelar e o meia-atacante Pedrinho, por exemplo, citaram o desgaste que o elenco carrega ainda da vitória da última quarta-feira por 3 a 2 sobre o Fortaleza, em Itaquera. Na mesma noite, o técnico palmeirense Mano Menezes colocava em prática um plano já visando o clássico de quatro dias depois: escalou equipe majoritariamente reserva diante do Vasco no duelo disputado em São Januário.

"Vínhamos de um jogo desgastante contra o Fortaleza", iniciou Gil, que teria fala completada por Pedrinho:

"[O dérbi] foi um jogo mais nivelado. No segundo tempo, o Palmeiras saiu um pouco ainda. Mas é isso... Eles mudaram o time contra o Vasco, hoje vieram com o time inteiro. Nós tivemos muito desgaste contra o Fortaleza, demos de tudo, ao máximo. Creio que no segundo tempo a gente cansou um pouco", disse o jovem meia-atacante.

"Vale ressaltar que eles tiveram sete jogadores descansados. Então é mais que natural [a queda de produção]", argumentou Avelar. "Por esse ponto de vista físico, acredito que nosso time se portou bem e até melhor que o adversário", ainda ponderou, analisando a atuação do Corinthians como superior à do Palmeiras no clássico.

Avelar também destacou um outro motivo para o Corinthians ter passado boa parte da etapa final pressionado em seu campo de defesa: "A ideia que o Palmeiras tem de jogo, buscam muito esse lançamento de bola para o Deyverson, acabam te empurrando muito lá atrás. Então consequentemente você acaba ficando lá atrás", pontuou.

Por fim, também foi citado, desta vez por Pedrinho, o estilo de jogo de Coelho. Marcado por mais intensidade e ofensividade em comparação ao que era pedido pelo antecessor Fábio Carille, o perfil do interino exige mais dos jogadores nos próprios treinos e, claro, nas partidas.

"Creio que [cansamos] por causa disso também [intensidade pedida por Coelho]. A gente acaba pressionando mais e acaba se desgastando mais ainda. Mas para conquistarmos coisas lá na frente precisamos pagar o preço", findou o garoto corintiano.

Alegando desgaste físico, o elenco do Timão tem o que comemorar: folga domingo (10) e segunda-feira (11). Jogo? Apenas no próximo domingo à tarde, contra o Internacional, na Arena Corinthians, depois de cinco dias consecutivos dedicados exclusivamente a treinamentos no CT Joaquim Grava.

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