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Atacante do Sport se envolve em briga, e polícia investiga uso de arma

Juninho, atacante do Sport - Williams Aguiar/Sport
Juninho, atacante do Sport Imagem: Williams Aguiar/Sport

Marcello De Vico

Do UOL, em Santos (SP)

06/11/2019 18h07

Resumo da notícia

  • Juninho, do Sport, se envolveu em briga numa boate de Recife
  • Polícia investiga se Juninho não portava uma arma na ocasião
  • Jogador prestou depoimento hoje e negou a existência da arma
  • Delegada disse que polícia analisará imagens de câmeras da região

O atacante Juninho, do Sport, voltou a se envolver em polêmica. Na noite do último sábado, ele participou de uma briga em uma casa noturna no bairro de Parnamirim, no Recife (PE), e precisou ser retirado do local. A polícia investiga o caso e suspeita que o jogador - ou seu segurança - estava portando uma arma de fogo.

Juninho prestou depoimento na manhã de hoje (6), na Delegacia de Casa Amarela, e negou que estava portando uma arma de fogo.

"Estava na festa com meu amigo, e ele me chamou para ir embora. Um cara passou e falou algo que eu não entendi. Perguntei o que foi, ele correu, pegou um pau no carro dele e fui para cima dele, mas foi discussão normal, não teve tudo isso que estão falando, não", afirmou Juninho em entrevista após o depoimento.

"Vocês viram? Alguém viu arma com ele [segurança]? Eu sempre levo um rolo de fisioterapia, é a única coisa que pode ter sido confundida com isso. Mas não estava no carro", acrescentou.

O jogador, que tem 20 anos e já acumula polêmicas na carreira, disse que o caso só ganhou proporção por se tratar dele. "As coisas com o Juninho sempre aumentam, e eles [Sport] já sabem disso. Me reapresento normal", declarou.

O advogado de Juninho, Ernesto Cavalcanti, seguiu a linha do cliente e alertou para as mentiras que vêm sendo criadas nas redes sociais. "Ele nega a existência dessa arma. Não existe essa história. Juninho responde uma ação penal, mas paciência. Temos que ter um certo limite a esse invencionismo que se cria nas redes sociais", afirmou.

Polícia investiga existência de arma

Lídia Barci, delegada responsável pelo caso, foi ouvida pelo UOL Esporte e afirmou que a investigação, por enquanto, baseia-se em checar se Juninho estava ou não portando uma arma de fogo na boate.

"Ele se envolveu numa pseudo briga por causa de mulher: o rapaz acha que ele teria mexido com a mulher dele. Foi dito que tinha uma arma de fogo no local, então o que a Polícia Civil quer? Ela só se interessa por essa arma de fogo. Se ela existe ou não", iniciou.

"Além de a gente já ter feito oitavas de testemunhas como a namorada do jogador, o segurança do jogador, o gerente da boate, eu ainda vou ouvir outro jogador envolvido, e estou esperando as imagens das câmeras de segurança da área que pode verificar a existência dessa arma de fogo. Caso seja visualizada uma arma de fogo na mão dele, ele responde por porte ilegal de arma de fogo", acrescentou a delegada.

Histórico de polêmicas e quase ida para o Corinthians

Esta não é a primeira polêmica em que Juninho se envolve. Ele tem um histórico de problemas disciplinares, além do envolvimento em um caso de polícia. O jogador foi detido em outubro de 2017 por agressão a uma ex-namorada, com a qual esteve por cinco meses.

Ela o acusa de tê-la trancado em um apartamento, no qual a teria espancado e ameaçado com uma faca. Segundo seu testemunho, Juninho teria dito que suas alternativas eram continuar com ele ou morrer. O jogador pagou R$ 10 mil em fiança e aguarda julgamento em liberdade.

Na metade de 2018, Juninho chegou a acertar com o Corinthians, mas o clube paulista desistiu da contratação após a manifestação de torcedores nas redes sociais. Já no início deste ano, ele foi acusado de agredir um repórter da Rádio CBN Recife.

Em baixa nesta temporada, Juninho não vem sendo aproveitado pelo técnico Guto Ferreira. O jogador não entra em campo desde 31 de agosto e acumula apenas 12 partidas na Série B, sem ter marcado um gol. O Sport é o vice-líder da competição, com 57 pontos.

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