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Conselho do Santos anula portaria que tirava poderes do vice-presidente

José Carlos Peres, presidente, e Orlando Rollo, vice-presidente, do Santos - Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Santos FC
José Carlos Peres, presidente, e Orlando Rollo, vice-presidente, do Santos Imagem: Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Santos FC

Eder Traskini

Colaboração para o UOL, em Santos

05/11/2019 21h30

O Conselho Deliberativo do Santos, em reunião na noite de hoje, declarou ilegal e anulou a portaria emitida pelo presidente José Carlos Peres que anulava os poderes do vice-presidente Orlando Rollo, que pediu licença do cargo logo após o ocorrido.

A portaria pedia que todos os departamentos e funcionários do Peixe não atendessem qualquer ordem dada por Rollo "sob pena de sanção disciplinar e instauração de Sindicância Administrativa para apuração de falta grave".

Baseado no parecer da CIS, o Conselho cassou a portaria e restituiu na totalidade as obrigações previstas em estatuto para o cargo de vice-presidente, tal como o acesso ilimitado ao clube e desbloqueio do e-mail corporativo.

A Comissão de Inquérito e Sindicância (CIS), encarregada de dar andamento ao processo, ainda previu uma advertência escrita ao presidente José Carlos Peres, mas o Conselho Deliberativo não aprovou tal decisão, pois o mandatário santista não teve seu direito a defesa respeitado. O processo anulou de imediato a portaria, mas retornou à CIS para que Peres se defenda por escrito.

Com isso, o vice-presidente Orlando Rollo não necessariamente retorna de imediato ao cargo. A portaria era a principal motivação do pedido de licença do cartola, mas sua retirada não implica no retorno obrigatório do vice ao cargo. A decisão ficará a cargo de Rollo, que se pronunciou sobre o tema.

"Sobre a portaria ilegal emitida pelo Sr José Carlos Peres retirando as minhas atribuições estatutárias de Vice-Presidente, e consequentemente o meu retorno as minhas atribuições, tenho a dizer que pretendo seguir as determinações estatutárias e a decisão soberana do egrégio Conselho Deliberativo. Entretanto, aguardo ser notificado oficialmente sobre os termos e condições do meu retorno", afirmou.

Ex-presidente é expulso do quadro associativo

O ex-presidente Modesto Roma Jr foi expulso do quadro associativo do Santos, por maioria dos votos, depois de muita discussão na reunião do Conselho Deliberativo por conta da reprovação das contas referentes ao ano de 2017, último da gestão de Modesto. O vice-presidente César Conforti e Moacyr Roma, assessor da presidência, foram suspensos do clube, mas não expulsos.

A principal polêmica foi a contratação da empresa Quantum Solutions Limited, baseada em Malta, para prestar serviço de intermediação no recebimento do valor do mecanismo de solidariedade referente à venda de Neymar ao PSG. A empresa cobra 5% em relação ao valor total que coube ao Santos (R$ 33 milhões).

A grande questão levantada no Conselho Deliberativo é que o Peixe não precisaria contratar uma empresa para fazer tal trabalho de intermediação, já que o mecanismo de solidariedade é previsto por lei, portanto, obrigatório.

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