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Autor do gol que abriu era de ouro do Fla vê novo domínio e exalta Rafinha

Rondinelli em ação pelo Flamengo em 1976. Ex-zagueiro se tornou o "Deus da Raça" - Folhapress
Rondinelli em ação pelo Flamengo em 1976. Ex-zagueiro se tornou o "Deus da Raça" Imagem: Folhapress

Leo Burlá

Do UOL, no Rio de Janeiro

29/10/2019 04h00

Jogador com lugar cativo nas páginas mais marcantes da história do Flamengo, o ex-zagueiro Rondinelli vê o atual elenco pronto para reviver uma hegemonia experimentada apenas do fim dos anos 70 até meados dos 80.

Ao marcar de cabeça aos 43 minutos do segundo tempo, o rubro-negro sacramentou a vitória por 1 a 0 sobre o Vasco, assegurou o título do Carioca de 1978 e deu início aos anos mais dourados do clube, que ainda venceria três cariocas, três Brasileiros, uma Libertadores e um Mundial dali até 1983.

Rondinelli vê a conexão com a torcida e a qualidade no jogo como pontos de semelhança entre essas duas gerações. Com o time vivo em duas frentes, o ídolo se empolga com o momento e enxerga o início de uma nova dinastia em vermelho e preto.

"Vejo totalmente uma nova hegemonia. Algo está escrito, vejo o Flamengo percorrendo esse caminho. Está tudo conspirando. Está classificado para a final da Libertadores e com todas as condições de faturar o Mundial de novo", disse ele ao UOL Esporte.

Eternizado pelo apelido de "Deus da Raça", Rondinelli não hesita ao eleger seu "substituto". Para ele, o lateral-direito Rafinha encarna este personagem no grupo atual. Curiosamente, o ex-jogador teve uma fratura na face semelhante. Sem condições de jogo, desfalcou o time na partida decisiva do Brasileiro de 80, título vencido pelo Fla após vitória por 3 a 2 sobre o Atlético-MG.

Rafinha vem atuando pelo Flamengo com o auxílio de um capacete - Thiago Ribeiro/AGIF
Rafinha vem atuando pelo Flamengo com o auxílio de um capacete
Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF

Autoridade rubro-negra quando o assunto é entrega, ele ressaltou a dificuldade de entrar em campo nessas condições e disse que o capacete usado pelo camisa 13 contagiou o ambiente entre os jogadores:

"Ele voltou em menos de dez dias. Além da qualidade técnica, ele tem esse algo a mais. Eu sabia das minhas limitações, mas o Rafinha é muito técnico. Ele vibra com as jogadas, isso é transmitido para os companheiros. Ele tem bravura, tem a garra de um leão".

Com as bênção de um dos maiores nomes do futebol do clube, os jogadores se reapresentam hoje após um dia de folga. Na quinta-feira (31), o Flamengo visita o Goiás, às 20h, no Serra Dourada.

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