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Incêndio no Ninho: Bandeira de Mello diz ter elementos que provam inocência

Eduardo Bandeira de Mello foi presidente do Flamengo de 2013 a 2018 - Thiago Ribeiro/AGIF
Eduardo Bandeira de Mello foi presidente do Flamengo de 2013 a 2018 Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF

Do UOL, no Rio de Janeiro (RJ)

28/10/2019 20h40

Eduardo Bandeira de Mello, que foi presidente do Flamengo entre 2013 e 2018, afirmou que tem todos os elementos para provar a inocência no caso do incêndio do CT Ninho do Urubu, que aconteceu em fevereiro e deixou 10 meninos mortos, além de três feridos.

No primeiro inquérito sobre o caso, apresentado em junho, Bandeira de Mello foi indiciado por dolo eventual (quando se assume a intenção de matar). O documento, assinado pelo delegado Márcio Petra, da 42ª Delegacia de Polícia (Recreio), pedia ainda o indiciamento do monitor Marcos Vinicius Medeiros, Marcelo Sá e Luis Felipe Pondé, engenheiros do Flamengo; Danilo da Silva Duarte, Weslley Gimenes e Fábio Hilário da Silva, da empresa de contêineres NHJ; e Edson Colman da Silva, técnico em refrigeração.

Vale ressaltar que este primeiro inquérito foi devolvido pelo Ministério Público à 42 DP, que, recentemente, entregou um novo documento. Segundo o UOL Esporte apurou e publicou no último dia 8, esta nova versão foi entregue no dia 2 deste mês e está sendo analisada pelo Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor (Gaedest/MPRJ).

"Até em respeito ao trabalho da investigação, do Ministério Público, da Justiça, não gosto de ficar tecendo comentários. O que posso dizer é que confio integralmente na Justiça. Depois que apareceu o relatório, examinando o que constava, ficou claro que temos amplos elementos para comprovar a inocência. Mas isso é secundário em relação à tragédia que foi perder aquelas 10 crianças", disse, em entrevista à Rádio Globo.

O inquérito inicial apontava ainda que o Flamengo havia se recusado a assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) proposto pelo Ministério Público do Rio de Janeiro para regularizar a situação do Ninho do Urubu, além de não cumprir uma Ordem de Interdição da Prefeitura. Segundo Bandeira, o documento de interdição do Ninho, de outubro de 2017, nunca chegou ao conhecimento da alta cúpula do clube. Ele garantiu que ainda que o Rubro-Negro não deixou de assinar o TAC:

"Não estou querendo abordar... Não houve recusa em assinar TAC (Termo de Ajustamento de Conduta). Essa ordem de interdição, nunca tive conhecimento. Ninguém teve. Vocês [imprensa] cobriram o Flamengo por um ano e meio sem saber que aquele lugar estava interditado. Nunca chegou a mim e a ninguém do alto escalão. E as tais 33 multas, na minha administração foram sete. Uma ou duas por causa do letreiro na porta. Em respeito ao trabalho da Justiça, promotores, delegado, não devo tecer considerações. Confio integralmente na Justiça. Temos elementos para demonstrar inocência", avisou, ainda em entrevista à Rádio Globo.

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