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Dani Alves quer Copa de 2022, analisa polêmica com imprensa e alfineta Neto

Daniel Alves, durante amistoso da seleção brasileiro contra Senegal - Lucas Figueiredo/CBF
Daniel Alves, durante amistoso da seleção brasileiro contra Senegal Imagem: Lucas Figueiredo/CBF

Do UOL, em São Paulo

27/10/2019 13h15

Aos 36 anos, Daniel Alves. lateral direito do São Paulo, tem como meta a Copa do Mundo de 2022. Presente no Grande Circulo, programa de entrevistas do SporTV, o capitão da seleção brasileira afirmou que buscará uma vaga no próximo mundial.

"É um objetivo que eu tenho. Se for para atrapalhar, com certeza eu não vou. Vou tentar chegar se eu tiver em condições de competir em alto nível. Senão, eu mesmo vou falar que não dá. Na minha vida, eu sempre coloco os objetivos e depois vou costurando para poder chegar até eles", disse Dani.

Já sobre o atual momento do time de Tite, o lateral direito criticou a logística dos últimos amistosos e admitiu que há distanciamento entre a seleção e a torcida. No entanto, Dani fez questão de destacar a dificuldade para encontrar seleções dispostas a encarar o Brasil.

"A gente gostaria de jogar mais no Brasil. Não gostamos de pegar 11h de fuso horário, 24h de voo e jogar sem as condições reais para você apresentar o que pode. Só que as pessoas não querem saber disso, parece justificativa, e não é, é a realidade. A gente questiona sim, só que, por exemplo, tinha-se feito um contrato com uma empresa que maneja os amistosos da nossa seleção, e não sei quais são os fins dessa empresa. Só sei que nós, como servidores da seleção, da entidade, se mandarem para a China, a gente vai. Manda a gente para Singapura, a gente vai, manda a gente para onde quiser, a gente vai", argumentou.

"O outro passo é o seguinte, nem todas as seleções querem vir para o Brasil jogar contra a seleção brasileira. Isso é real, não é demagogia. Infelizmente, é assim. As seleções grandes não querem vir. Isso gera uma dificuldade para a gente, e evidente que as pessoas aqui pensam que gera um distanciamento com o povo. Óbvio que gera. Se a gente não joga aqui, é óbvio que vai haver um distanciamento com o nosso povo. Mas, se dá resultado, beleza. Se não dá, a seleção não é nossa. É difícil até para a gente porque queremos estar aqui jogando para o nosso povo. Então, óbvio que nós gostaríamos de jogar aqui todos os amistosos, mas do gostar ao poder...", completou.

Na sequência, questionado sobre como a seleção brasileira se sairia caso encontrasse adversários como França, Bélgica e Inglaterra numa Copa do Mundo, Daniel Alves afirmou que o Brasil tem condições de 'encarar qualquer adversário'.

"Eu sempre vejo a seleção (pronta) para encarar qualquer adversário. Quando a gente jogou contra a Argentina na final (Copa América 2007), que eu estava, com o Dunga, a gente ia tomar um sacode porque a gente tinha o quadrado trágico e a Argentina tinha o quadrado mágico. Final de jogo: 3 a 0 para o Brasil. A gente enfrentou a Espanha no Maracanã (Copa das Confederações 2013), vai ser o baile do século da seleção espanhola na seleção brasileira. Resultado de jogo... É sinal que, dependendo da ocasião, a seleção pode enfrentar qualquer um. Só que eu vou mais além. Quando a gente vai fazer as coisas, tem que ir com nosso corpo, nossa alma e nossas ideias", falou o baiano.

Dani Alves recorda polêmica com a imprensa e critica o Neto

A polêmica declaração de Daniel Alves após o empate entre São Paulo e CSA, em setembro, foi um dos temas do Grande Círculo. Questionado sobre o fato de se sentir incompreendido, o lateral esquerdo do São Paulo recordou o episódio envolvendo jornalistas. Na ocasião, o multicampeão, incomodado com o debate em torno de seu posicionamento em campo, afirmou que "a maioria da imprensa não jogou bola".

"Mesma coisa quando eu falei que a maioria dos repórteres não jogou futebol. Não jogou. Você acha, às vezes, que o futebol é dentro do campo. Às vezes, não é muito dentro campo. É também o que você vive fora, se você está bem fora de campo, se a cabeça está legal... Se você vai tocar a bola aí e está com o corpo desequilibrado, a chance de erro é maior. Se você vai fazer um cruzamento e está desequilibrado, a chance de erro é maior. Esses detalhes, só quem joga que sabe. Às vezes, as pessoas levam para outra linha de raciocínio, outra área que não é a que eu quero me expressar. Tudo o que se fala gera debate, eles não querem saber o contexto da frase, eles vão pegar o que mais vai polemizar, vai trazer para cá e abrir um debate. Aí, toma cascudo no Dani. Só que eles não sabem que eu uso capacete", completou o jogador.

Pouco depois, incomodado com a resposta do lateral tricolor, Walter Casagrande voltou à questão. Destacando que 'a opinião de fora, agradando ou não, merece ser respeitada seja de quem for, não só de ex-jogador', o comentarista do Grupo Globo convidou Dani Alves a repensar sua declaração.

"Eu não generalizo nunca, mas tem gente, hoje, querendo dar exemplo sendo que não foi exemplo. Como é isso? Por exemplo, o Neto. Como é que o Neto vai querer falar... Fala porque dá polêmica. Falar disso, falar daquilo, criar um personagem ali. O Neto não é aquilo, conheço o Neto nos bastidores, mas criou um personagem. O Carlos Alberto. Joguei com o Carlinhos... Não é este personagem que estão criando. Eu não generalizo, porque, tipo assim, todos que fazem periodismo podem ser periodistas? Podem ser. Pode ter opinião? Pode. Pode criticar? Pode. Só não pode levar para o pessoal", complementou Dani.

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