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Carille explica pela primeira vez ideias para "novo Corinthians" engrenar

Do UOL, em São Paulo

19/10/2019 22h42

O Corinthians do técnico Fábio Carille mudou. Quase todas as alterações na escalação propostas pelo treinador ainda quarta-feira (16), no empate de 2 a 2 contra o Goiás, foram mantidas para o jogo deste sábado (19), quando a equipe foi derrotada por 2 a 1 pelo Cruzeiro. E pela primeira vez o comandante do Timão se colocou à disposição da imprensa para explicar suas ideias por trás dessa nova formação.

Em entrevista concedida na Arena Corinthians pouco depois do revés para o time de Abel Braga, Carille falou sobre o porquê de armar uma equipe com Gustavo à frente, Janderson e Pedrinho pelos lados e Sornoza como um "segundo armador" mais próximo de Mateus Vital. Nessa escalação, Ralf ganha mais trabalho para fazer a cobertura da zaga, já que o treinador abdica de mandar a campo um segundo volante — tem Gabriel, Matheus Jesus e Renê Júnior à disposição; é provável que Júnior Urso se recupere de lesão muscular e volte a treinar com bola nos próximos dias.

"Minha ideia é fazer um time mais leve, com Pedrinho, Vital e Janderson, que chegue mais na área. Era o objetivo das mudanças que fizemos em Goiânia", explicou Carille, que havia preferido não atender jornalistas no Serra Dourada.

Desfalque de parte das atividades da próxima semana do Corinthians por conta de uma cirurgia no joelho, Carille prometeu aproveitar os dias exclusivos de treino para seguir trabalhando em mudanças graduais na equipe alvinegra. Questionado se haverá alteração tática para o clássico de sábado que vem contra o Santos, na Arena, o treinador destacou as ausências de Fagner e Bruno Méndez por suspensão e sinalizou intenção de "elaborar" algo.

"Mudanças requerem não só uma semana de trabalho. Vão ser cinco dias, de segunda à sexta, algumas coisas vão ser feitas. Não tenho o Fagner e o Bruno para o jogo, tenho o retorno do Gil e enfim. Vamos começar a elaborar, alguma mudança não muito grande, mas temos que conversar internamente para ver se é o momento para isso", comentou o treinador.

Especificamente sobre a derrota de virada para o Cruzeiro, Carille citou a dificuldade encontrada por sua equipe em rodar a bola de um lado para o outro do campo principalmente do meio de campo para frente — justamente onde o treinador está tentando promover as principais mudanças no Corinthians.

"Era um jogo para mudança de corredor, até tentamos isso, mas erramos, nisso de começar na esquerda e terminar na direita e vice-versa. Fagner apareceu bastante no primeiro tempo, Avelar...", argumentou.

Por fim, Carille saiu fortemente em defesa da postura de sua equipe em campo. Em relação aos gritos da torcida de "saudade de quando o time jogava com vontade", o treinador rebateu os torcedores e inclusive afirmou que o Corinthians poderia ter tido resultados ainda piores recentemente não fosse justamente pela entrega dos jogadores.

"Discordo totalmente dessa questão de raça e de vontade. Pelas partidas que estamos fazendo, se a gente não estivesse correndo estaria perdendo, com mais gols. Muitos erros. É uma forma tática que precisa ser melhor elaborada, erros técnicos também. Temos que crescer melhor aqui dentro para fazer o Corinthians voltar a jogar melhor", concluiu o treinador.

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