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Muricy diz que Neymar foi melhor nos tempos de Santos do que no PSG

Muricy Ramalho e Neymar concedem entrevista no Japão em dezembro de 2011 - KAZUHIRO NOGI/AFP
Muricy Ramalho e Neymar concedem entrevista no Japão em dezembro de 2011 Imagem: KAZUHIRO NOGI/AFP

Do UOL, em São Paulo

17/10/2019 16h36

Muricy Ramalho foi o treinador de Neymar no título da Copa Libertadores em 2011 e na derrota para o Barcelona na final do Mundial de Clubes do mesmo ano. Por isso, o atual comentarista do SporTV conheceu o atacante bem o suficiente para dizer que, em sua opinião, ele foi mais importante nos tempos de Santos do que é atualmente, no Paris Saint-Germain.

"Para mim, na minha maneira de ver, no Santos ele foi o 'top'. No Barcelona, também. Barcelona e Santos foram o melhor dele. No PSG, nem tanto, apesar de que ele fez gols... Mas não conta muito, o Campeonato Francês é meio fraco. Mas as contusões o deixaram mal, mesmo na Copa do Mundo [de 2018, na Rússia] ele não foi tão bem", avaliou.

A declaração foi feita em entrevista ao canal de Zico no YouTube. Em outro momento, o ex-treinador foi questionado sobre o Mundial de Clubes de 2011, no qual o Santos (comandado por ele) foi goleado por 4 a 0 pelo Barcelona na final. Muricy disse que vencer aquele time seria "impossível".

"Não dava, aquilo era impossível. A gente era muito consciente de que era impossível. A gente tinha um time de garotos, Ganso, Neymar... Eles não tinham experiência. No túnel, quando subimos juntos para o campo, os nossos jogadores só faltaram tirar fotografia com os caras. Eles ficaram olhando o Messi, o Xavi, os caras. Ali, eu já falei: Não vai dar", comentou.

Veja a entrevista completa ao canal de Zico:

Leia outros trechos da entrevista de Muricy:

São Paulo parou no tempo?

Parou no tempo, você tem razão. Parou no tempo. O São Paulo sempre era o diferente de tudo: o CT era o melhor, a fisioterapia era a melhor, tudo era melhor. O que acontece? Com tudo melhor, com time organizado, a tendência é ganhar mesmo. Tinha campeonato que o São Paulo não queria nem disputar! Mas, de tanto ganhar... E esse é o grande problema do futebol, porque quando você ganha você se acomoda... Os dirigentes acharam que já eram os caras.

Trabalharia no São Paulo de novo?

Em outra área. No campo, nem pensar. Eu recebo convites toda hora, de tudo quanto é lado, mas não quero ser treinador. Em 2016, eu fui para Barcelona. O Neymar estava lá e facilitou tudo. O que eu mais queria era internamente, ver como era aquilo lá, a parte administrativa, a base, tudo. No futuro, quem sabe eu possa ser um coordenador, o cara que fica entre a diretoria e a comissão técnica. Que ajuda a contratar, cobra trabalho do treinador e não deixa só o dirigente tomar as decisões. Porque o dirigente muitas vezes é amador, os dirigentes são do clube, são conselheiros, são abnegados, não são profissionais. Este meio tem de ser ocupado por pessoas que já têm a prática e já viveram tudo isso. Essa é uma área em que eu posso trabalhar, quem sabe um dia.

Encontrou dificuldades na passagem pelo Flamengo?

A diretoria do Bandeira [de Mello, ex-presidente do Flamengo] resolveu melhorar o que era o Flamengo. Quando eu cheguei no Flamengo, era muito ruim. A gente descia do carro e pisava em barro. O jogador dormia no carro depois do almoço. Mas eles tinham pensamento de mudar esta história. Claro que teria um pouco de dificuldade em relação a campo, a títulos, essas coisas. O Flamengo, hoje, é uma das melhores estruturas do Brasil e do mundo.

Rogério Ceni deveria vê-lo como referência na carreira de técnico?

Deveria ser! Deveria ser até um pouco mais. A gente tem de respeitar a experiencia. Quando o Telê [Santana] estava de férias, eu tinha dúvida e ligava para ele para perguntar. Tem de ter um pouco de humildade, tem de saber reconhecer que está começando a carreira. Isso não é só no futebol. Eu me preparei muito bem, mas não tinha a prática. Quando eu tinha dúvidas, eu ligava para o Telê. Eu acho que o Rogério... Nunca tive uma conversa com o Rogério em relação a isso, então não sei qual é o pensamento dele sobre mim. Mas eu nunca tive [uma conversa].

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