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Sem Talles, Vasco pode ter nova cara e concretizar pedido de Luxa

Luxemburgo conversa com diretor Mazzuco e presidente Alexandre Campello - Rafael Ribeiro / Vasco
Luxemburgo conversa com diretor Mazzuco e presidente Alexandre Campello Imagem: Rafael Ribeiro / Vasco

Do UOL, no Rio de Janeiro (RJ)

15/10/2019 04h00

Resumo da notícia

  • Vasco se prepara para sequência sem o atacante Talles Magno, destaque do time
  • O meia-atacante Felipe Ferreira pode ocupar a vaga no setor
  • Equipe de São Januário pode alternar esquema tático com a mudança
  • Felipe Ferreira pode ser outro reforço do meio do ano a virar titular. Luxa citava estar "sem espaço para apostas"

Inscrito no Campeonato Brasileiro no apagar das luzes, o meia Felipe Ferreira pode ganhar os holofotes ao ser visto como possível solução do técnico Vanderlei Luxemburgo para a ausência de Talles Magno, destaque do time que está com a seleção brasileira sub-17 para o Mundial da categoria. Além de mudar um pouco o escopo do time, o jogador pode ajudar a "cumprir um pedido" de Luxa ainda no primeiro semestre.

No clássico com o Botafogo, amanhã (16), há a possibilidade de o jogador ser titular pela primeira vez. Até aqui, ele participou dos confrontos com Santos, Avaí e Fortaleza, todas saindo do banco de reservas.

Apesar de ser apontado para o setor, Felipe Ferreira tem características diferentes em relação a Talles, fazendo com que o Vasco, que vem jogando no esquema de 4-3-3, passe a alternar também para um desenho de 4-4-2.

Desta forma, o time pode ganhar mais na marcação à frente e na presença no meio de campo, dois pontos pedidos pelo comandante na vitória sobre o Fortaleza.

"É uma maneira de inibir o adversário. Eu tinha que ter quatro atacantes para preocupar a defesa. Entrei sabendo que sofreria no meio-campo. No segundo tempo ajeitei, dei mais qualidade no meio, porque precisava de domínio do jogo e acionar os atacantes", disse Luxemburgo, depois do triunfo.

Caso ganhe sequência, Felipe pode fazer ainda com que Luxa consiga cumprir algo que falou logo que chegou a São Januário: reforços terem espaço de titular, salientando a situação financeira pela qual o clube passa, onde não havia espaço para apostas. Dos nomes que acertaram após a contratação do comandante, apenas Richard ganhou regularidade e vem sendo usado desde o início.

Marquinho foi testado como referência no ataque, mas não agradou e hoje é opção. Clayton, que chegou recentemente por empréstimo do Atlético-MG, mas foi titular apenas na estreia, na derrota para o Bahia, em São Januário.

Felipe Ferreira foi contratado para uma posição tida carente desde o começo da temporada - um meia com capacidade de chegar mais à frente - e foi uma opção que se encaixava nos cofres do clube e nas limitações do mercado, uma vez que já havia atingido o limite de contratações de clubes da Série A.

A negociação do jogador, que estava no CRB, teve alguns percalços, mas a vontade dele falou mais alto e tudo foi concretizado no limite para que pudesse defender o time cruz-maltino na competição nacional.

"A gente fica chateado pela saída dele, que vem protagonista nos jogos. Peça importante, mas tem duas maneiras de enxergar: lamentar a perda ou ver como oportunidade. Vim para ajudar. Estou pronto. Se o Vanderlei optar por mim... Estou trabalhando para ter mais minutos", afirmou o jogador.

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