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Cássio discorda de Carille sobre G4, mas defende: "Ninguém está incomodado"

Goleiro do Corinthians concedeu entrevista coletiva hoje (15) como um dos líderes do elenco em momento de crise - Gabriel Carneiro/UOL
Goleiro do Corinthians concedeu entrevista coletiva hoje (15) como um dos líderes do elenco em momento de crise Imagem: Gabriel Carneiro/UOL

Gabriel Carneiro

Do UOL, em São Paulo

15/10/2019 14h44

Resumo da notícia

  • Entre os líderes do elenco, goleiro concedeu entrevista coletiva hoje (15), no CT
  • Para Cássio, polêmica sobre Carille é desproporcional e elenco está fechado com ele
  • Apesar da defesa, goleiro acha que o time merece, sim, estar no G4. Carille não acha
  • Foco agora é fechar o ano no G4 para evitar as primeiras fases da LIbertadores

O momento de pressão vivido pelo técnico Fábio Carille no comando do Corinthians foi assunto da entrevista coletiva do goleiro Cássio hoje (15), no CT Joaquim Grava. Jogador há mais tempo no clube e maior vencedor deste elenco, ele saiu em defesa do comandante, disse que está sendo criada uma "polêmica maior do que é" e cravou: nenhum jogador do elenco está insatisfeito com o treinador.

"Quando começaram as notícias sobre descontentamento de jogadores (com Carille) eu achei difícil ser verdade, porque o grau de comprometimento de todos é grande. Vocês (jornalistas) não acompanham o que acontece aqui dentro, não vejo ninguém incomodado, para ser bem honesto. Todos estão comprometidos em se ajudar, a união é a marca forte entre jogadores, comissão técnica e diretoria. Não vejo essa situação", afirmou o goleiro corintiano, que deseja uma análise do "contexto geral" do ano.

Ao contrário do treinador, goleiro acha que o time merece, sim, estar no G4 - Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians
Ao contrário do treinador, goleiro acha que o time merece, sim, estar no G4
Imagem: Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians

"Concordo que não estamos jogando um grande futebol, está um pouco abaixo, mas os resultados são bons se pegar o ano geral. Time campeão paulista, caiu fora para o Flamengo (na Copa do Brasil), que é o melhor time do Brasil, o mais regular hoje, chegamos em semifinal de Sul-Americana e estamos em quarto no Brasileiro. Lógico que temos que melhorar, evoluir, são 13 rodadas, temos que nos manter entre os quatro e confirmar, porque sabemos que disputar Pré-Libertadores já começa o ano com pressão, são dois mata-matas, acelera o processo do time. É importante."

Apesar da defesa manifestada na entrevista, Cássio mostrou discordância com uma declaração do treinador nos últimos dias. Carille disse que o Corinthians, pelo que joga, não merece estar no G4. O goleiro não vê assim: "Na minha opinião, sim (merece o G4). Fiquei sabendo que o Fábio falou que não, mas não estou aqui para debater, confrontar ou criar polêmica, não sou desse perfil, estou para ajudar. Mas tem trabalho, dedicação. De repente não foram as melhores exibições, mas clube grande o resultado sempre vem em primeiro lugar. Chegando na reta final nem o desempenho será tão falado, mas sim pontuação, vitória, estar lá em cima."

Como o UOL Esporte publicou hoje, há um descontentamento interno com o comportamento de Carille por parte de jogadores e dirigentes. Não há um risco imediato de demissão, mas os próximos jogos e a postura do elenco diante deste contexto será analisada. O próximo jogo do Corinthians é amanhã, às 21h30, fora de casa, contra o Goiás, pela 26ª rodada do Brasileirão.

VEJA OUTRAS DECLARAÇÕES DE CÁSSIO EM COLETIVA HOJE (15):

Dificuldade no jogo com os pés

"Acho que a parte de sair jogando tem que estar sempre evoluindo. Engraçado que concordo contigo, mas a gente tenta abrir as equipes adversárias. Temos uma bola que consigo jogar no chão, quando pego na mão e rapidamente faço a ligação no chão. Hoje é difícil porque os outros jogadores já estão ligados. Contra Ceará e Flamengo eu tentava armar e já fechavam minha linha de passe. Temos que evoluir, eu tenho que evoluir com os pés, chamar mais para ter mais opções. Não adianta jogar a culpa ou achar que estou errado, é todo mundo junto, na situação boa ou ruim. Sem apontar o dedo. Todos juntos para voltar as vitórias e nos mantermos lá em cima."

Momento decisivo para Carille

"Acho que não. Eu não vejo notícia quando o time está bem também, acho que é pior quando está muito bem do que quando erra. Tem que controlar seu ego para não errar, você está mais próximo de errar quando está bem. Uma coisa que eu faço é ver poucas coisas. Mas futebol é resultado. Se o time estivesse bem estariam felizes, se não está bem há bastante críticas. Eu concordo que temos que melhorar nosso jogo, evoluir. Mas não é falta de trabalho, dedicação, empenho, essa é uma das grandes marcas do Corinthians. Não adianta achar culpados. De repente ofensivamente não esta tão bem, mas é a melhor defesa, e todos são responsáveis. Tem 13 partidas importantes. Aqui no Corinthians quando não está ganhando sempre tem pressão, mas estamos completamente juntos, todos no mesmo barco e vamos até o final."

Bruno Ulivieri/AGIF
Imagem: Bruno Ulivieri/AGIF

Recepção a Ralf após acidente

"Eu não sei exatamente o que aconteceu, é uma coisa particular dele. Perguntei se ele estava bem, está, ontem já treinou. É um cara experiente. Importante ele estar bem. Não entrei em detalhes, perguntei como foi, porque é particular dele. Quando acontece algo negativo comigo acho que tenho que me sentir a vontade de falar. Mas ele tem conversado normalmente, ontem treinou e é um cara que contamos muito, importante para nós."

Incômodo às declarações de Carille

"Ele é nosso líder, nosso treinador, devemos respeito. É uma situação que muitas vezes falaram muito sobre mim, em 2016 fui muito criticado pelo momento que vivi e falavam coisas. Mas tu não pode levar tudo pelo lado negativo, nem toda crítica é negativa. Vocês estão criando uma polêmica maior do que é, de repente por ter perdido um clássico. A crítica pelo nosso desempenho, mas tem que ver o contexto geral, fizemos mais de 60 jogos, estamos em G4. Ano passado não conseguíamos dormir, estávamos com essa pontuação na 37ª rodada, meio brigando para não cair. Hoje de repente não jogamos um grande futebol, mas em quarto. Nem tudo está errado, nem tudo é negativo. Sempre tem que tentar melhorar, é nesse caminho, não tem que apontar que o Carille falou isso, tem que continuar unidos como time e equipe e continuar trabalhando."

Precisa mudar a forma de jogar?

"Para mudar e evoluir precisa de tempo para trabalhar. Se ele chegar de repente e mudar tudo precisa tempo. Só semana que vem livre, depois só quarta e domingo. O que quiser todos os jogadores farão da melhor forma. Se mudar o sistema de jogo ou evoluir situações vai ter comprometimento de todos e vão abraçar, esse é o espírito de grupo, de equipe. O que ele quiser vamos tentar ajudar."

Como elenco absorve críticas

"Treinando, se dedicando, mostrando dentro de campo. Em 2016 falavam que eu ia embora, que eu não ia mais ser goleiro do Corinthians, que eu estava gordo, até estava mesmo (risos). Mas resposta tem que ser dentro de campo, fazendo o melhor, não tem outro caminho. Todos os treinadores queriam ter trazido alguém, não tem nenhum que não queira ninguém. Mas temos um grupo muito competente, muito bom, jogadores contratados eram protagonistas em outros clubes, tiveram sucesso. Nosso time é esse aí, vamos estar juntos com o Fábio, voltar a fazer jogos consistentes para conseguir vitórias. Tentar fazer jogos melhores, evoluir nosso futebol. Precisamos que a torcida continue nos ajudando. Pode ser que esteja chateada, triste, mas eles não sabem a importância que têm para nós. A torcida é a grande força do Corinthians, que continuem nos apoiando e vamos tentar fazer de tudo para nos manter lá em cima."

Atenção com o próximo adversário

"O Goiás é uma equipe que vem crescendo muito, sequência de vitórias boa. Mudança de treinador fez subir de patamar. Jogo difícil, eles perdem poucos pontos. Vamos para fazer um grande jogo, conquistar pontos para continuarmos nas primeiras posições. Mesmo nessa sequência deles vamos buscar a vitória."

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