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Como crise no ataque pode fazer Carille recuar sobre 'dupla da torcida'

O Técnico Fábio Carille dá instruções a Boselli durante treino do Corinthians no CT Joaquim Grava - Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians
O Técnico Fábio Carille dá instruções a Boselli durante treino do Corinthians no CT Joaquim Grava Imagem: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Samir Carvalho

Do UOL, em São Paulo (SP)

08/10/2019 04h00

Resumo da notícia

  • Má fase Clayson e desfalque de Pedrinho pode forçar Carille a escalar Vagner Love e Boselli contra o Athletico
  • Corinthians tem o pior ataque ao lado São Paulo, com 25 gols, entre os nove primeiros colocados do Brasileiro
  • Love e Boselli nunca formaram dupla de ataque, na verdade, Love joga como meia centralizado, atrás de Boselli, quando eles atuaram juntos recentemente

O Corinthians pode entrar em campo contra o Athletico na próxima quinta-feira, às 19h15, na Arena de Itaquera, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro, com dois atacantes que a torcida pede bastante, mas que não agradam muito ao técnico Fábio Carille como dupla de ataque: Vagner Love e Mauro Boselli.

Na verdade, Carille praticamente pode ser forçado a escalar os dois centroavantes por conta de uma crise pela qual passa o ataque corintiano. Entre os nove primeiros colocados na tabela do Brasileirão, a equipe tem o pior rendimento, ao lado do São Paulo. A crise aumenta por mais dois motivos: a má fase de Clayson, reconhecida pelo treinador após o empate sem gols com o Grêmio, e desfalque de Pedrinho, convocado pela seleção brasileira sub-23, que joga amistosos contra Venezuela e Japão, nos dias 10 e 14, respectivamente.

Com isso, Carille já admite que pode escalar a "dupla de noves" contra o time paranaense. "A gente começa a pensar, começar a olhar o Athletico, nossa forma de jogar não muda. Pode acontecer, mas vamos pensar talvez nos dois, gostei do que aconteceu no Equador, só não sei se encaixa contra o Athletico", disse.

No empate por 2 a 2 com o Independiente del Valle, em Quito, pela Copa Sul-Americana, Carille até afirmou ter "gostado" da atuação de Love e Boselli, jogando juntos. Porém, logo em seguida, causou mal-estar internamente no elenco ao dizer em Quito que não tinha intenção de escalar a dupla nos próximos compromissos do time.

Internamente, o entendimento foi de que faltou sabedoria ao treinador para falar sobre o assunto. Para eles, Carille poderia ter sido mais político para não desagradar os atletas. Agora, Carille terá que apostar numa parceria entre os centroavantes caso não queira bancar o jovem Janderson no ataque.

Vale ressaltar que, apesar de a torcida pedir a dupla de ataque formada por Love e Boselli, os dois experientes centroavantes não compartilham espaço no ataque. Recentemente, quando os dois jogaram juntos - contra Del Valle e Grêmio - o Corinthians não atuou no esquema 4-4-2, com os dois posicionados mais à frente.

Nas duas ocasiões, Carille manteve os esquemas 4-2-3-1 e 4-1-4-1, dependendo da variação durante o jogo, com Vagner Love sempre jogando como meia centralizado, atrás de Boselli, este sim no comando do ataque. Nada mudou taticamente quando um deles estava ausente.

A única coisa que muda é que Mateus Vital, o meia centralizado, passa a jogar aberto do lado esquerdo no lugar de Clayson. Foi assim contra o Grêmio no último sábado. Já contra o Independiente del Valle, quando Love e Boselli foram titular, Sornoza foi o titular jogando aberto do lado esquerdo, com Pedrinho na direita e Love como armador centralizado. Boselli ficou como centroavante.

Contra o Athletico, Love pode até ser deslocado para a ponta de direita, função de Pedrinho, que desfalca o time por defender a seleção brasileira sub-23.

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