Topo

Ferraz afirma que críticas são justas e que tem "costas largas" para vaias

Santos recebeu críticas dos torcedores com a falta de resultados nas últimas semanas - Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Santos FC
Santos recebeu críticas dos torcedores com a falta de resultados nas últimas semanas Imagem: Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Santos FC

Eder Traskini

Colaboração para o UOL, em Santos (SP)

04/10/2019 11h37

O capitão Victor Ferraz acredita que as críticas que o time do Santos vem recebendo são justas. O time alvinegro chegou a liderar o Campeonato Brasileiro, mas venceu apenas duas das últimas nove partidas e caiu para a terceira colocação.

O bom futebol apresentado pela equipe sob o comando de Jorge Sampaoli e a sequência de sete vitórias consecutivas criou no torcedor a expectativa de brigar pelo título nacional muito cedo.

Quando houve a queda de desempenho e resultados, ainda que deixando o time na terceira colocação, as críticas vieram em cima da expectativa "exagerada" criada durante o torneio.

"A gente gerou essa expectativa no torcedor. Mas vou ser sincero: críticas são justas. Eu falo com os meninos. Dos nove, ganhamos dois. São justas, pronto. Não temos que reclamar de vaia, xingamento, cobrança. Minha opinião. Santos tem que ser campeão, não terceiro. Terceiro lugar no Brasileiro é bom pelo campeonato difícil, mas tem que ser campeão. Todo mundo sabe da pressão que é. As outras equipes falam isso, Palmeiras e Flamengo dizem que precisam ser campeões. Campeonato vai dizer", opinou Ferraz.

O lateral direito é um dos líderes do elenco e já está no clube há seis temporadas. Ainda assim, o jogador é um dos alvos preferidos da torcida para críticas e vaias no estádio. Ferraz, no entanto, prefere ser vaiado do que ver outro jogador receber a vaia.

"Estou acostumado. Faz um tempo que o torcedor pega no meu pé, me critica. Justas e às vezes não, as críticas. Quem sou eu para querer mandar na opinião pública? Sou ninguém. Eles pagam, assistem os jogos e decidem se gostam ou não de alguém. Minha função é dar o meu máximo e tentar convencer de que mereço aplauso e não vaia. Depende da minha atuação. Ninguém está ali de maldade. Ao mesmo tempo, prefiro que me vaiem do que vaiar outro. Estou há muito tempo, acostumado, me sinto muito em casa na Vila. Prefiro vaias a mim do que a outro companheiro que pode decidir o jogo", afirmou.

O Santos volta a campo amanhã (05), às 17h (de Brasília), para enfrentar o Vasco, em São Januário, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro.