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Inter sofre sem meias e retoma improviso de Neilton por nova opção no time

Do UOL, em Porto Alegre

23/09/2019 04h00

O Internacional sofreu nos jogos contra Athletico e Chapecoense, mas aos poucos prepara uma nova opção a ser testada para minimizar o problema crônico das últimas partidas. Sem D'Alessandro, Nonato e Rafael Sobis para mudar o setor do meio-campo, a saída foi retomar o improviso de Neilton como uma peça centralizada.

O camisa 17 marcou um gol sobre a Chape, anulado pelo VAR, e também converteu diante do Atlético-MG, ambos jogos pelo Campeonato Brasileiro. Nos dois, atuou em função diferente.

"Foi o segundo jogo [de Neilton] pelo centro do campo e novamente deu boa resposta. Ele foi bem com o Atlético e agora, com um jogador nas entrelinhas para dar opção. Ele entrou bem e vai reafirmando como outra opção. Já tínhamos feito isso em treinamento e alguns jogos. Deu resultado e em algum momento também não deu. Mas deu, e essas visualizações, progressão de jogo a jogo, vamos buscar", disse Odair Hellmann.

A escolha por Neilton também se justifica pela contingência. D'Alessandro segue fora com lesão muscular na coxa, Nonato tem entorse no tornozelo direito e Rafael Sobis foi diagnosticado com problema na coxa esquerda. O trio vinha sendo utilizado no meio-campo, sempre compondo um como alternativa ao outro.

Ontem (22), Neilton entrou aos 11 minutos do segundo tempo na vaga de Uendel. Com isso, Patrick virou lateral esquerdo e deixou o camisa 17 no meio-campo. A presença do ex-jogador de Santos, Cruzeiro e Vitória deu uma superioridade em frente à área da Chapecoense. Não à toa, o time gaúcho conseguiu ter mais profundidade na reta final da partida.

Diante do Athletico, na final da Copa do Brasil, Odair lançou mão de Sobis no lugar de Patrick - no intervalo, e não deu certo. A escolha pelo camisa 23 já era uma resposta à ausência de D'Alessandro, que se mostrou enorme baixa técnica e anímica na decisão.

No primeiro jogo depois da frustração pela perda do título, a ideia da comissão técnica foi não alterar radicalmente a estrutura do time. Para evitar exposição de atletas perante torcida e opinião pública e também não causar trauma na parte tática.

"Definições sobre estratégia são em observações de jogo. Não vou pegar depois de um jogo daquele e substituir cinco jogadores... Jamais vou fazer isso. Mas se tiver que fazer troca para buscar solução para o coletivo, o farei. Já fiz isso. Mas não nesse jogo", comentou Odair, em claro sinal de que mudanças estão a caminho.

O Internacional volta a campo contra o Flamengo, na quarta-feira, no Rio de Janeiro.

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