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Cartola do Figueirense diz que WO poderia ser evitado: "2 milhões na conta"

Francisco de Assis, presidente do Conselho Deliberativo do Figueirense - Divulgação
Francisco de Assis, presidente do Conselho Deliberativo do Figueirense Imagem: Divulgação

Marcello De Vico

Do UOL, em Santos (SP)

23/09/2019 12h32

Resumo da notícia

  • Francisco de Assis, presidente 'interino' do Figueirense, concedeu coletiva para falar sobre o rompimento com a Elephant
  • Presidente disse que havia dinheiro em caixa para pagar os salários atrasados aos jogadores e assim evitar o W.O.
  • Em crise financeira, Figueirense acertou a saída do experiente Antônio Lopes, que vinha atuando como diretor de futebol
  • Francisco de Assis ainda confirmou a efetivação de Márcio Coelho como treinador da equipe na sequência da Série B
  • Figueirense volta a campo na noite de amanhã (24) para encarar o líder da Série B, Bragantino, no Orlando Scarpelli

O presidente do Conselho Deliberativo do Figueirense e presidente interino do Conselho Administrativo, Francisco de Assis, concedeu na manhã de hoje (23), no Orlando Scarpelli, uma coletiva para esclarecer detalhes sobre o rompimento com a empresa Elephant, presidida por Claudio Honigman e até então responsável por gerir o departamento de futebol do clube.

Entre os diversos temas abordados na entrevista, Francisco de Assis afirmou que havia dinheiro em caixa para pagar os salários atrasados dos jogadores e assim evitar o histórico W.O. ocorrido no dia 20 de agosto, contra o Cuiabá, pela 17ª rodada da Série B. A quantia, cerca de R$ 2 milhões, seria referente à venda de atletas das categorias de base ao Athletico.

"Só ontem [22] nós soubemos que o dinheiro do Athletico entrou, e entrou antes do W.O. Poderia ter sido evitado", afirmou Francisco de Assis.

Roberto Costa, Presidente do Conselho Consultivo do Figueirense LTDA, confirmou a informação dada por Francisco: "Isso é uma coisa inacreditável. No dia 20, 8h30 da manhã, tinham 2 milhões de reais aqui, na conta. E não foram pagos aos jogadores, que se recusaram entrar em campo". A reportagem tentou contato com Claudio Honigman, mas não obteve sucesso.

Em seguida, ambos foram questionados sobre o possível conhecimento dos jogadores em relação ao dinheiro, mas disseram não ter informações. Segundo apurou o UOL Esporte, porém, os atletas não souberam que a Elephant tinha dinheiro em caixa antes da partida.

Durante a coletiva, o presidente Francisco de Assis ainda confirmou a efetivação de Márcio Coelho como técnico e as saídas de Antônio Lopes, diretor de futebol, e Luiz Greco, diretor de negócios.

"O problema não é pequeno. Estamos enxugando ainda mais a despesa, por isso vamos dispensar o Antônio Lopes e o Luiz Greco, com currículos invejáveis, mas não temos como mantê-los. Pelas bases de contrato que eles têm com o clube. E eles também estão decepcionados com tudo o que aconteceu. Tinham bons projetos", afirmou.

Lanterna da Série B, o Figueirense volta a campo na noite de amanhã (24), quando recebe o líder Bragantino no Orlando Scarpelli, às 21h30 (de Brasília), pela 24ª rodada da Série B.

VEJA OUTROS TRECHOS DA ENTREVISTA

Não havia mais clima

Tentamos uma quebra de contrato que não fosse traumático para o clube. Na quinta-feira passada houve um consenso para que a Elephant deixasse o Figueirense. Não havia mais clima em nenhum setor para a Elephant ficar. E fomos surpreendidos por situações que nos chocaram. Como os meninos da base ficarem sem comida.

Tendência era piorar cada vez mais

Havendo atrasos salariais, seria motivo de rescisão automática. A falta de aporte também. Tanto o contrato original quanto o termo de compromisso estavam com atrasos. Temos que defender os interesses do Figueirense e evitar que isso se agrave mais. A tendência era que a situação piorasse cada vez mais.

Unanimidade para vinda da Elephant

Houve uma unanimidade pela aprovação na vinda da Elephant, em 2017. O modelo é bom, mas agora temos mais cuidado. Isso jamais se repetirá.

Modelo de clube-empresa continua

O modelo continua. A empresa Figueirense continua. O que vamos fazer é retomar as cotas, mas com aporte financeiro. Vamos buscar outros parceiros com mais calma, segurança e cuidado. Haverá um período que teremos dificuldades. Já colocamos isso aos atletas e funcionários. A prioridade será salário. Mas vamos conversar com todos, antes ninguém conversava. Estamos buscando uma gestão profissional. A gestão do Figueirense precisa ser especializada. Tanto na área administrativa quanto no futebol.

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