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São Paulo deve recusar cláusula e abre caminho para Diego Souza no Botafogo

Botafogo tem interesse em renovar com Diego Souza até 2022, mas depende de SPFC desistir de claúsula - REUTERS/Diego Vara
Botafogo tem interesse em renovar com Diego Souza até 2022, mas depende de SPFC desistir de claúsula Imagem: REUTERS/Diego Vara

José Eduardo Martins e Bernardo Gentile

Do UOL, em São Paulo

20/09/2019 04h00

Em março, quando fechou o empréstimo com o Botafogo até o fim de 2019, Diego Souza também assinou uma cláusula que daria prioridade ao São Paulo para trazê-lo de volta ao Morumbi em 2020. O UOL Esporte apurou que o Tricolor não tem intenção de exercer esse direito e fazer um novo investimento pelo veterano. Dessa forma, o meia-atacante fica livre para estender por mais duas temporadas seu vínculo com o clube carioca, justamente o adversário do time paulista amanhã (21), no Rio de Janeiro.

A ideia do Tricolor para colocar tal cláusula era se precaver e observar o rendimento do jogador. Ao mesmo tempo, a diretoria poderia monitorar seu próprio time para ver se haveria a necessidade de trazer um atleta com suas características. O jogador até vem cumprindo seu papel no Botafogo, mas não que tenha chamado a atenção de seu ex-time. Além disso, o time conta agora com Raniel e Pablo como suas referências ofensivas, com salários mais baixos do que o antigo camisa 9 recebia no Morumbi.

Também por causa do acordo, Diego Souza será desfalque no confronto deste fim de semana, válido pela abertura do returno do Campeonato Brasileiro. Para que o técnico Eduardo Barroca possa escalar o jogador, o Botafogo teria de pagar R$ 400 mil ao São Paulo, o que não vai ocorrer.

Diego Souza chegou ao São Paulo com status de atleta de seleção brasileira. Primeira grande aposta do executivo de futebol Raí, havia sido o escolhido para substituir Lucas Pratto - negociado com o River Plate, da Argentina.

O São Paulo precisou investir alto para contratá-lo. Para o meia-atacante deixar o Sport, o Tricolor paulista desembolsou R$ 10 milhões em pagamento para o clube pernambucano; R$ 1 milhão em luvas; R$ 1 milhão em imagem e mais R$ 1,46 milhão de comissão para dois agentes. Além disso, ele tinha um dos maiores salários da equipe, com R$ 600 mil mensais. Ou seja, no total, o São Paulo investiu R$ 21,2 milhões para contar com Diego Souza por 13 meses - quantia que supera o quanto será gasto com Daniel Alves em um ano de Morumbi.

Após um começo turbulento em 2018 e quase ser emprestado ao Vasco, Diego Souza engatou boa sequência e fechou a temporada como o artilheiro são-paulino, com 16 gols. Para essa recuperação, Raí foi considerado peça importante. O dirigente teve conversa atenciosa com o atleta. Na época, o executivo chegou a falar também com o então técnico Diego Aguirre sobre o assunto. Já em 2019, voltou a patinar e, sem fazer parte dos planos Cuca, foi liberado por empréstimo ao Botafogo.

No Rio de Janeiro, Diego Souza não demorou para se tornar peça-chave no esquema do técnico Eduardo Barroca. Usando a tradicional camisa 7 de General Severiano, ele é um dos principais artilheiros do Botafogo na temporada com sete gols, atrás apenas de Alex Santana, com 10.

Se o São Paulo não tem o interesse no retorno de Diego Souza, a diretoria botafoguense está empolgada com o desempenho e a probabilidade cada vez maior de ficar com o atleta até o fim de 2022. Ele é visto como a principal liderança técnica e boa influência no elenco desde que chegou.

Errata: o texto foi atualizado
Ao contrário do que informado anteriormente, Diego Souza foi liberado para empréstimo pelo São Paulo em 2019 e não em 2020. O erro foi corrigido.
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