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Gabigol e Bruno Henrique se conheceram no Santos, mas dupla explodiu no Fla

Bruno Henrique e Gabigol comemoram gol do Flamengo: cena frequente no ano - Alexandre Vidal / Flamengo
Bruno Henrique e Gabigol comemoram gol do Flamengo: cena frequente no ano Imagem: Alexandre Vidal / Flamengo

Eder Traskini e Leo Burlá

Do UOL,em Santos e no Rio de Janeiro

14/09/2019 12h00

Formando uma parceria devastadora pelo Flamengo, a dupla formada por Bruno Henrique e Gabigol começou seu "relacionamento" no Santos, mas o casamento, mesmo, só foi formalizado na Gávea.

Responsáveis por metade dos 94 gols do time no ano (29 de Gabriel e outros 18 de Bruno), os dois reencontram hoje o ex-clube, às 17h, no Maracanã, na final informal do turno do Brasileiro. Líderes da artilharia rubro-negra, ambos esperam manter esse rendimento, sem clemência pelo clube da Vila Belmiro, pelo qual jogaram na temporada passada.

"Temos de neutralizar os 11. Não só Gabriel ou Bruno Henrique. Eles estão em um bom momento. Nós tivemos esse momento também e queremos retomar. Futebol tem passagens boas e não tão boas. Esse é o momento de demonstrar a nós mesmos que podemos lutar até o fim pelo torneio", ponderou o meia santista Carlos Sánchez.

Essa história, no entanto, poderia muito bem ter sido diferente. Ambos tiveram em 2018 atuações tão boas quanto as de agora. O problema é que isso não aconteceu ao tempo. A falta de sintonia tem a ver com o problema enfrentado por Bruno Henrique. Hoje lembrado por Tite para a seleção, o polivalente atacante sofreu grave lesão no olho logo na estreia do time no Paulistão e ficou fora de ação por três meses.

Quando retornou aos gramados, já pelo Brasileiro, ele nunca conseguiu repetir o bom futebol que já o havia colocado no radar da seleção brasileira em 2017, ano em que comandou o Santos e foi um dos principais jogadores do campeonato nacional. Pedido número um de Abel Braga, o ex-comandante do Fla, Bruno foi contratado por cerca de R$ 23 milhões pelos cariocas e acabou convocado por Tite para os amistosos deste mês.

Já Gabigol, que teve seus momentos ruins em 2018, conseguiu se recuperar durante a temporada e foi decisivo na arrancada no Brasileirão que quase levou o Santos à Copa Libertadores. Ele terminou o ano como artilheiro do Brasileiro e também da Copa do Brasil e foi fisgado pelos rubro-negros em nova cessão por empréstimo da Internazionale de Milão.

"Menino da Vila", Gabriel defendeu o Alvinegro Praiano entre 2013 e 2016, antes de ser vendido para a Inter. Nesta época, Bruno Henrique ainda buscava seu espaço em clubes menores, como Uberlândia-MG e Itumbiara-GO. Após atuar por equipes de menor projeção, ganhou destaque nacional atuando pelo Goiás, quando foi vendido para o Wolfsburg (ALE).

O mundo deu voltas. Agora eles vão a campo para enfrentar o Santos. Com a pontaria em alta, os rubro-negros têm a seu favor um arsenal desenvolvido pelo adversário.

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