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Meia do Atlético-MG recorda parcerias com Alex e Gaúcho e início no futsal

Vinícius é titular absoluto do Atlético-MG desde a paralisação para a Copa América 2019 - Bruno Cantini/Divulgação/Atlético-MG
Vinícius é titular absoluto do Atlético-MG desde a paralisação para a Copa América 2019 Imagem: Bruno Cantini/Divulgação/Atlético-MG

Thiago Fernandes

Do UOL, em Belo Horizonte

13/09/2019 04h00

A atual comissão técnica do Atlético-MG precisou de pouco mais de três meses para detectar o talento de Vinícius e transformá-lo em titular absoluto. A precocidade é algo que acompanha o meia-atacante desde o início de sua carreira no futebol.

Foi em 1996, quando estava prestes a completar cinco anos de idade, que o jogador foi descoberto pelo marido da prima Kelly Góes, treinador de futsal e responsável por descobrir novos talentos em uma escolinha de futsal de Curitiba. Júnior, mais conhecido como Zidane por conta da semelhança física, viu no jogador a qualidade necessária para integrar a sua equipe à época.

"Ele nasceu com isso [paixão por futebol], o brinquedo predileto dele sempre foi bola. Ele tinha vários brinquedos, mas o único que o deixava concentrado era a bola. Ele tinha uns quatro anos, e a gente foi a uma festa de família e ele só ficava jogando bola. A minha prima é casada com um técnico de futsal [Júnior]. Ele me perguntou se eu gostaria de colocá-lo para jogar no time dos meninos. Com cinco anos, ele já participava dos campeonatos", conta Simone Góes, mãe do atleta, em entrevista ao UOL Esporte.

Vina conta com a memória e os relatos dos pais para lembrar a paixão pelo futebol na infância. Não à toa, atesta a história contada pela mãe.

"Sempre amei, sempre gostei de jogar bola. Na infância, fazia tudo de bola, meia enrolada, ursinho... Eu tenho meus padrinhos de futebol - Kelly e Júnior, que a gente chama de Zidane, porque é carequinha, aparenta o Zidane. Ele é treinador de futsal lá em Curitiba. Então, treinou os times de lá do Paraná. É muito estudioso. Ele sempre chegou para os meus pais e falou para eu jogar futsal. Eu joguei futsal dos meus quatro aos 15 anos", disse o jogador ao UOL Esporte.

Foi aos 15 anos que Vina precisou fazer uma escolha que mudou a sua vida. Ele trocou o futsal pelas divisões de base do Paraná Clube. Apoiado pelos pais, jamais desistiu do que era o seu maior sonho: tornar-se profissional.

"Chegou uma época da minha vida que tive que fazer uma escolha, mas antes dessa escolha eu queria largar os dois. Falei para os meus pais que estava desanimado com o futsal e o futebol. Eles falaram: 'você está louco, está maluco, vai continuar treinando e estudando'. Quando falei que iria parar, não tinha nada. Eu nunca me vi sem ser jogador de futebol. Trabalhei para chegar onde estou hoje", afirmou Vinícius.

Os anos se passaram e, depois de iniciar a carreira como lateral direito, virou meio-campista do Coritiba. Na posição que sempre sonhou, teve a chance de jogar ao lado de um ídolo logo no começo da passagem pelo esporte: Alex.

Vinícius jogou ao lado de Ronaldinho no Fluminense - Bruno Haddad/Fluminense
Vinícius jogou ao lado de Ronaldinho no Fluminense
Imagem: Bruno Haddad/Fluminense

"Eu pude realizar o sonho de jogar com jogadores da minha posição, o Alex Cabeça, que jogou no maior rival [Cruzeiro], mas joguei com ele no Coritiba. Treinando falta, para mim, era impressionante. Eu nem treinava falta, eu ficava só do lado vendo", relatou, reforçando que teve outro ídolo da posição ao seu lado quando defendeu o Fluminense:

"O Ronaldinho, joguei com ele no Fluminense. Eu queria ter sido campeão com ele, ter visto de perto coisas como ele fez aqui no Atlético. Foi por pouco tempo, mas para a minha carreira foi muito importante", recordou.

Depois de anos no futebol, Vinícius parece se firmar. O meia-atacante é titular absoluto do Atlético-MG de Rodrigo Santana desde a paralisação para a Copa América 2019. Ele já completou 31 jogos pelo time, com sete gols e uma assistência.

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