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Andrés diz que Corinthians deve à Caixa e rebate "brincadeira" de Bolsonaro

Andrés Sanchez, presidente do Corinthians, concede entrevista coletiva no CT Joaquim Grava - LUIS MOURA/WPP/ESTADÃO CONTEÚDO
Andrés Sanchez, presidente do Corinthians, concede entrevista coletiva no CT Joaquim Grava Imagem: LUIS MOURA/WPP/ESTADÃO CONTEÚDO

Flavio Latif e Samir Carvalho

Do UOL, em São Paulo (SP)

13/09/2019 12h29

O presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, anunciou hoje a assinatura do acordo corintiano com a Odebrecht, para redução do valor da dívida da Arena. Em entrevista coletiva, ele levou o papel assinado e fez questão de repetir diversas vezes que o clube paulista agora só deve à Caixa Econômica Federal em relação ao pagamento do estádio de Itaquera. Irritado com a postura da Caixa, o presidente negou perseguição política no caso, mas sobrou até para o presidente da República, Jair Bolsonaro.

No dia 4 de agosto, às vésperas do Dérbi entre as duas equipes pelo Brasileirão, Bolsonaro deu uma declaração que causou controvérsia entres os torcedores: "Não teremos feijoada hoje à noite. A porcada vai tá feliz hoje à noite, tenho certeza disso. Se der o contrário, é bom não zoar, senão posso pegar o Itaquerão pra nós. Falou? É brincadeira", brincou na época.

Questionado sobre a declaração de Bolsonaro, Andrés Sanchez corrigiu o presidente do país sobre o nome da Arena. "Não sei se é brincadeira, não reconheço Itaquerão, conheço a Arena do Corinthians, não me afetou em nada. Futebol é isso, é tiração de sarro", rebateu Sanchez.

Ontem, o Corinthians recebeu uma notificação extrajudicial da Caixa Econômica Federal, referente à dívida do clube de quase R$ 500 milhões em relação a Arena Corinthians. O aviso enviado pela empresa estatal exige a execução da dívida do Alvinegro.

Em nota oficial, o clube paulista disse que as negociações entre as partes caminhavam bem para uma nova adequação do contrato. O Corinthians admitiu surpresa com o posicionamento da Caixa e prometeu ir à Justiça para 'defender os seus direitos.

Já em relação ao acordo com a Odebrecht, a vitória corintiana fora de campo é bastante considerável pois a construtora cobrava pouco mais de R$ 1 bilhão do Corinthians por conta dos juros aplicados no período de construção da Arena. A dívida com a reduziu para R$ 160 milhões, mas a diretoria do Corinthians alega que este valor ainda deve cair este ano.

Andrés cita acordo verbal e atraso em parcelas

Ao rebater a notificação de execução da dívida pela Caixa Econômica Federal, Andrés Sanchez confirmou o atraso de duas parcelas do financiamento e lamentou o fato pois alega que havia um acordo verbal com o banco estatal e o fundo que gere a Arena Corinthians.

"Vim aqui para dar uma resposta ao nosso torcedor. O Corinthians nunca negou a dívida, nunca deixou de pagar. A gente tinha um acordo com a Caixa, em quatro meses pagava menos, em oito mais. Estamos cumprindo. Se for esse acordo, devemos dois meses. Se for o outro atraso é desde abril. E conversando todo mês. Essa dívida, nós vamos pagar. Temos que chamar a Caixa para dizer se vamos responder judicialmente. Atingiu ao fundo e não ao Corinthians", disse.

Para construção da Arena, a Caixa emprestou ao Corinthians R$ 400 milhões. Segundo o presidente, o Timão já pagou R$ 170 milhões. Os corintianos alegam que devem R$ 487 milhões, enquanto nas contas do banco estatal o valor é de R$ 520 milhões.

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Band Esportes

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