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Vereador quer que juiz de Náutico x Paysandu se torne "persona non grata"

O árbitro Leandro Pedro Vuaden - Ricardo Nogueira/Folhapress
O árbitro Leandro Pedro Vuaden Imagem: Ricardo Nogueira/Folhapress

Bruna Barbosa Pereira

Colaboração para o UOL, em Cuiabá

12/09/2019 17h20

O vereador de Belém Toré Lima (PRB) apresentou ontem um requerimento para apreciação dos outros parlamentares propondo que o árbitro do jogo entre Paysandu e Náutico, realizado no domingo (8), em Recife, seja considerado "persona non grata" no município. A proposta deve ser votada na segunda-feira (16), na Câmara Municipal de Belém.

Em sua justificativa, o vereador afirmou que Leando Pedro Vuaden cometeu um erro proposital no embate que definiria o acesso de um dos times à Série B do Campeonato Brasileiro.

O Paysandu vencia o Náutico por 2 a 1 no Estádio dos Aflitos. A partida de volta das quartas de final da Série C era determinante para os times. Aos 49 minutos do segundo tempo, o árbitro marcou um pênalti para a equipe da casa.

No lance, Vuaden viu toque de mão de Uchôa após cabeceio de seu colega Caíque Oliveira, ambos do Paysandu. O Náutico fez o gol e empatou o jogo em 2 a 2. A decisão, então, foi para os pênaltis, e o time pernambucano acabou levando a melhor e ficando com a vaga para a Série B.

Para Toré Lima, as publicações feitas pela imprensa nacional com avaliações de ex-árbitros e comentaristas esportivos endossam que o time de Belém foi "roubado" durante a partida.

Outro ponto destacado na justificativa de Toré são as cotas pagas aos times da Série B do Brasileirão pelas transmissões dos jogos em emissoras de TV.
Segundo ele, os valores chegariam a R$ 8 milhões, fora os patrocínios que poderiam ser adquiridos com mais facilidade por um time da Série B, estimados, de acordo com o parlamentar, em cerca de R$ 15 milhões.

Por fim, Toré Lima relacionou a derrota do Paysandu à descriminação dos outros times brasileiros. De acordo com o parlamentar, o estado do Pará precisa se "unir para acabar com esses roubos e mal caratismos".

"Pior ainda é que sabemos que nosso Estado sofre constante discriminação, por ser da Região Norte, e os clubes não querem fazer constantes viagens por acharem desgastante vir pro Norte. Somos maiores que tudo isso", pontuou o vereador em trecho da decisão.

Paysandu quer cancelamento do jogo

A direção do Paysandu avalia que o time foi alvo de "gravíssimo e escandaloso erro de arbitragem" e alega que a partida contra o Náutico foi a única das quartas de final a acontecer sem a presença de um representante da Fifa.

O time paraense busca, na Justiça, suspender os efeitos da partida. Na segunda-feira (9), o presidente do Paysandu, Ricardo Gluck Paul, se reuniu com um grupo de advogados especialistas em direito esportivo para providências.

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