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Raí defende departamento médico e vê São Paulo na briga por título

Raí, diretor-executivo de futebol do São Paulo - Marcello Zambrana/AGIF
Raí, diretor-executivo de futebol do São Paulo Imagem: Marcello Zambrana/AGIF

José Eduardo Martins

Do UOL, em São Paulo

12/09/2019 15h45

O São Paulo sofreu com desfalques nas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro. Pablo, Pato, Hernanes e Toró estavam vetados pelo departamento médico. Tal situação tem gerado críticas da torcida. Hoje (12), em entrevista coletiva antes do treino no CT da Barra Funda, o executivo de futebol tricolor, Raí, saiu em defesa dos profissionais do clube.

"Avaliação e reavaliação são constantes. Tem uma reunião semanal entre as partes aqui no clube. Quando temos um número de problemas que preocupa, isso vira um tema de discussão. Já tivemos algumas mudanças no departamento médico e estamos nos reforçando. Não vejo nada diferente dos outros clubes. É uma coincidência ruim", disse o dirigente.

O São Paulo encara o CSA neste domingo, no Morumbi, pelo fechamento do primeiro turno da competição nacional. O Tricolor paulista soma 31 pontos, na quinta colocação. O líder é o Flamengo, com 39. Ainda assim, o campeão mundial de 1992 acredita na recuperação do time de Cuca.

"Tivemos tropeços que não estavam nos planos, mas temos uma condição boa. Estamos na briga, e temos um elenco de grande qualidade para ficarmos otimistas de que podemos acabar bem a temporada e com bons resultados. Temos de brigar, pensar em título. Temos time para isso. Temos exemplos concretos, como as arrancadas do Palmeiras, do Flamengo. O Brasileiro é equilibrado, e tudo nos leva a crer que a gente voltará a ter uma grande sequência", completou Raí.

Confira outros trechos da entrevista do executivo:

Departamento médico

A questão do Pablo foi fora do comum, um cisto. No Athletico ele vinha jogando, e tinha uma média alta de participação. Aqui, por algo que já existia, aconteceu. A maioria das nossas lesões foi por pancadas, traumas. O Hernanes vinha de férias, não estava 100%. A gente faz esse levantamento porque temos de comparar com os nossos adversários. Nada anormal quando comparado com os outros clubes.

Daniel Alves

Quero deixar bem claro que em nenhum momento teve alguma influência do marketing na decisão tática de ele jogar no meio. A escolha da camisa 10 foi dele, porque era a que estava disponível. Pelo marketing não teve. Nada impede de ele jogar na lateral. Ele já teve a experiência de jogar no meio em outros clubes e na seleção. E desde a primeira vez que comentei com o Cuca da possibilidade, quando ele imaginou a vinda do Daniel, ele falou que pensava em utilizá-lo em outras posições, aproveitando a técnica, a mobilidade. Isso foi questão 100% técnica e tática.

Volpi

É um atleta que interessa muito e não vamos poupar esforços para manter esse jogador.

Nota da redação: o goleiro está emprestado ao São Paulo só até o fim deste ano.

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