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Tropeço do Corinthians expõe erros do time e pode mudar planos na temporada

José Eduardo Martins

Do UOL, em São Paulo

08/09/2019 04h00

O Corinthians deixou a Arena ontem (7) cabisbaixo. Motivos não faltaram. Empurrado pela torcida, o time do técnico Fábio Carille abriu dois gols de vantagem e permitiu a reação do Ceará, que empatou o duelo por 2 a 2 com um gol olímpico nos acréscimos. A queda de rendimento da equipe na segunda etapa saltou aos olhos e expôs erros do Alvinegro.

O treinador promete que vai trabalhar para corrigir as falhas durante a semana, mas com a possibilidade de ver os ponteiros mais distantes na tabela do Brasileirão -- o Santos joga hoje contra o Athletico e pode abrir sete pontos de vantagem --, os planos para a temporada podem mudar. Se quiser lutar por títulos, pode ser que o Corinthians foque um pouco mais das suas forças na Copa Sul-Americana. Os paulistas disputam a semifinal do torneio com o Independiente del Valle, do Equador.

"Cometemos erros simples. Foram erros de passe que tivemos no segundo tempo e a equipe adversária cresceu. É claro que vou analisar tudo, mas o que mais me chamou a atenção foi a questão dos passes errados", disse Carille.

"O resultado foi frustrante porque fizemos um primeiro tempo bom e tínhamos a intenção de vencer. É claro que no segundo tempo faltou um pouco de concentração. É pela perda dos dois pontos que está todo mundo cabisbaixo. Sabíamos que tínhamos de vencer esse jogo na nossa casa, diante do nosso torcedor, para continuar na parte de cima da tabela. Agora, não volta mais. É trabalhar para tentar buscar isso fora de casa, porque no Brasileiro não tem jogo fácil", afirmou Gil.

Gol olímpico

Quem roubou a cena na partida de ontem foi Leandro Carvalho. O atacante do Ceará surpreendeu e empatou o duelo no finalzinho ao superar Cássio com um gol olímpico. O goleiro e os demais corintianos exaltaram o feito do adversário.

"Nunca tinha levado um gol olímpico. Foi mais mérito dele. O que ele fez foi uma coisa bonita no futebol", disse Gil.

"Tive o azar de a bola pegar na trave. Tentei voltar, mas não deu. São coisas que acontecem, faz parte. A gente fica chateado porque tinha feito 2 a 0 e toma um gol nos acréscimos, isso dá um baque", falou Cássio.

Estreia da camisa

O Corinthians disputou a sua primeira partida com o terceiro uniforme. A peça prestava homenagem às invasões das torcidas corintianas. Coincidentemente, quando estreou a sua terceira camisa que fazia referência a Ayrton Senna, no ano passado, em outubro, o time também não teve sorte e perdeu por 3 a 0 do Flamengo, na Arena.

Corinthians volta a levar mais de um gol em casa

O Corinthians não levava dois gols em casa há mais de seis meses (21 partidas). A última vez tinha sido na vitória por 4 a 2 sobre o Avenida, no dia 20 de fevereiro, pela Copa do Brasil. No nacional de pontos corridos, o time só tinha levado dois ou mais gols na Arena Corinthians em outubro do ano passado, na derrota por 3 a 0 para o Flamengo.

Quem desfalca e quem está pendurado para o jogo com o Fluminense

No próximo domingo (15), o Corinthians enfrenta o Fluminense. Carille não poderá contar com o zagueiro Léo Santos, que passou por cirurgia após sofrer uma fratura no joelho direito e só volta em 2020. Além do defensor, os atacantes Mauro Boselli e Everaldo serão baixas. O argentino torceu o tornozelo esquerdo em um jogo-treino na última segunda-feira (2). Já o jogador que chegou do Fluminense tem um problema no púbis e deve ficar fora por até um mês.

Clayson recebeu o terceiro cartão amarelo e vai ter de cumprir suspensão. O time ainda tem pendurados com dois cartões: Gil, Júnior Urso, Jadson, Sornoza, Everaldo e Vagner Love.

Opinião dos blogueiros

Juca Kfouri

Os 43.230 pagantes sofriam em Itaquera com erros seguidos de passes e torciam pelo fim do jogo para segurar os três pontos, já que jogar bem são outros 500 na vida corintiana. Aos 47', Leandro Carvalho empatou de gol olímpico! O Corinthians vai caindo na real e a Sul-Americana é tudo com que pode sonhar.

Menon

O Corinthians jogou uma vez mais na conta do chá. Muita defesa, muito pragmatismo, mas pouco futebol bonito. Falta qualidade. Veneno olímpico no final. Castigo merecido e possibilidade de aprendizagem.