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Jesus elogia elenco e diz que Fla ficaria entre os melhores na Inglaterra

Jorge Jesus sorri durante entrevista no Flamengo - Alexandre Vidal/Flamengo
Jorge Jesus sorri durante entrevista no Flamengo Imagem: Alexandre Vidal/Flamengo

Do UOL, em São Paulo

08/09/2019 13h17

Jorge Jesus é um dos símbolos da boa fase do Flamengo. O técnico português, que está com a sua equipe na liderança do Campeonato Brasileiro e na semifinal da Libertadores, elogiou o elenco Rubro-Negro hoje (8), em entrevista ao "Esporte Espetacular", e chegou a afirmar que o clube carioca ficaria entre os melhores, caso jogasse na Inglaterra.

"Em Portugal, (o Flamengo) seguramente brigava pelo título. Na Inglaterra, já não diria da mesma maneira, mas disputava entre os primeiros. Entre os cinco melhores o Flamengo estaria lá", disse.

O treinador, carinhosamente chamado de mister pela torcida, rasgou elogios ao grupo flamenguista. Além de destacar a qualidade dos atletas, aproveitou para desmentir um estereótipo sobre jogadores brasileiros na Europa.

"É um grupo muito forte, fácil de trabalhar. Tem me encantado", afirmou. "Na Europa temos a ideia de que os jogadores brasileiros não gostam de trabalhar. Em Portugal, se uma equipe tem mais de quatro brasileiros, passa a ser uma equipe de samba. Eu tenho que dizer que não é nada disso."

"Não desligo (do futebol). Minha família sabe. Quando estou em Portugal é igual. Essa é minha vida, minha profissão, minha paixão", completou.

Jesus vê Neymar "fora do eixo"

Michael Reaves/Getty Images/AFP
Imagem: Michael Reaves/Getty Images/AFP

Questionado sobre ídolos e quem seria o melhor da história do futebol, Jorge Jesus falou de Pelé, Maradona, Ronaldinho Gaúcho e até mesmo Neymar. O comandante entende que o camisa 10 da seleção brasileira tem tudo para 'estar entre os melhores', mas precisa de uma mudança.

"(O melhor jogador) Da história? Eu nunca vi Pelé jogar. O melhor? Não sei. Maradona foi super, meu ídolo foi Johan Cruyff. Messi é super. Ronaldinho Gaúcho podia (estar entre os melhores), assim como Neymar pode chegar nesse patamar", afirmou.

"Se a cabeça, o 'chip' não mudar, não vai chegar. Entre o prazer e a paixão do jogo e o prazer de ter outras coisas fora do jogo. O que é mais importante? Se esta (outras coisas) for mais forte, nunca vai chegar", opinou.

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