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Santos consegue levar mais gente à Vila em 2019 do que com Neymar

Bandeira de escanteio da Vila Belmiro tem escudo do Santos após reforma - Divulgação/@SantosFC
Bandeira de escanteio da Vila Belmiro tem escudo do Santos após reforma Imagem: Divulgação/@SantosFC

Eder Traskini

Colaboração para o UOL, em Santos

07/09/2019 04h00

A média de público do Santos na Vila Belmiro sempre foi problema para o clube. Mesmo com equipes se sucesso dentro de campo, como o time de Neymar, o Peixe nunca foi conhecido por ter casa cheia em todos os jogos. Porém, 2019 foge à regra, com a marca do estádio nos últimos dez anos.

Até o empate com o Fortaleza, o Santos mandou dez jogos na Vila e teve média de 10.860 presentes. Nos últimos dez anos, a maior média ocorreu em 2010, quando o time de Neymar, Ganso e Robinho levou 9.268 pessoas por partida ao estádio. Em seguida, aparece a temporada 2015, quando equipe de Robinho, Gabigol e Ricardo Oliveira rendeu público de 9.207 pessoas por compromisso.

A equipe de 2019 está longe de ter estrelas do calibre que os dois times citados tinham, mas a proposta de jogo ofensiva agrada e atrai a torcida. O principal responsável por essa comunhão entre time e torcida é o técnico Jorge Sampaoli.

O argentino escala o Santos sempre no ataque e faz questão de dizer que é assim que o Peixe vai jogar enquanto ele permanecer no cargo. Com raríssimas exceções na temporada, Sampaoli vem cumprindo o prometido, principalmente dentro de casa.

A resposta do torcedor ao futebol atraente e ao bom momento vivido pelo clube faz com que o Santos venha em sequência de três jogos consecutivos com ingressos esgotados antecipadamente, contra Avaí, Goiás e Fortaleza - contra o Athletico Paranaense já restam menos de 100 ingressos. Além dessas partidas, o duelo contra o Corinthians, pela semifinal do Campeonato Paulista, no Pacaembu, também teve as entradas esgotadas. Em São Paulo, a média de público santista no ano é de 15.558, abaixo da registrada no ano passado, que foi de cerca de 18 mil pessoas.

No ano passado, o Peixe esgotou ingressos em seis partidas. Duas delas no Pacaembu, contra Corinthians, pelo Paulistão, e Independiente (ARG), pela Copa Libertadores da América. Outras quatro foram na Vila Belmiro, contra Flamengo, Sport, Bahia e São Paulo, todas pelo Brasileirão. A média de público na Vila, no entanto, foi a segunda mais baixa dos últimos dez anos: 7.223 pessoas por jogo.

Parte do sucesso de público no estádio se deve a uma aposta da diretoria. No início do ano, logo após a estreia no Paulistão, o Peixe fechou a Vila para reformas e mandou jogos por quase três meses no Pacaembu. Nesse período, o estádio foi modernizado dentro do possível, e a resposta do torcedor foi positiva.

Com estruturas que ficavam atrás do gol demolidas, alambrados substituídos por vidros baixos e serviços de alimentação qualificados, o resultado foi uma melhor experiência ao torcedor que comparece ao estádio e, por consequência, um aumento de público.

O Santos ainda tem outras reformas planejadas para o estádio, como a implantação de um novo telão do lado oposto onde fica o atual, a utilização da quadra como estacionamento para as delegações dos dois times e a remodelação de vestiários e área de imprensa. Além da parte interna, também há o projeto maior, o chamado "retrofit", que já foi apresentado no Conselho Deliberativo, mas ainda precisa de um investidor para sair do papel.