Topo

Com Clayton, Luxa ganha opção em setor que tem tido improvisos e testes

Atacante Clayton (ao centro) comemora gol pelo Atlético-MG, em 2016 - Bruno Cantini/Atlético MG
Atacante Clayton (ao centro) comemora gol pelo Atlético-MG, em 2016 Imagem: Bruno Cantini/Atlético MG

Do UOL, no Rio de Janeiro (RJ)

04/09/2019 04h00

A chegada de Clayton ao Vasco pode dar ao técnico Vanderlei Luxemburgo mais uma opção em um setor que tem convivido com improvisos e testes, mas ainda sem sucesso. Porém, para que o reforço que passou por parte dos exames médicos ontem (3), no Rio de Janeiro, possa se encaixar às necessidades enxergadas pelo treinador cruzmaltino, o atacante terá de reviver fase "mais artilheira".

Desde a saída de Maxi Lopez, que pediu rescisão com o Vasco em maio, a diretoria busca um centroavante, mas, diante da situação péssima financeira, não conseguiu ter sucesso no mercado. Sem um nome para a função, Luxemburgo vem improvisando e colocando jogadores no que ficou comumente conhecido como "falso 9".

Pelos testes do comandante, já passaram Valdivia, Marquinho - que não conseguiram emplacar uma sequência que agradasse comissão técnica e torcida -, e Marrony, que demonstrou evolução nos últimos jogos. Além disso, ainda há Tiago Reis, que foi destaque na Copa São Paulo de Futebol Júnior.

"Quero dizer diretamente para o torcedor do Vasco. Não adianta "queimar" o Marquinho, o Tiago Reis, o Valdívia, o beltrano, o sicrano... Daqui a pouco não tenho ninguém. Eu tenho 67 anos, não consigo entrar em campo para jogar. Estão queimando jogador: esse não presta, tem que mandar embora. Aí pega um dos juniores, "não presta", manda embora. Torcedor, para conseguirmos alguma coisa na competição, é importante vocês acreditarem e caminharem juntos", disse Vanderlei, após derrota para o Cruzeiro.

Clayton atua mais pelas pontas, onde, atualmente, há as opções de Talles Magno, Rossi e o próprio Marrony. Assim, há a possibilidade de ser utilizado por Luxemburgo como referência no setor ofensivo.

Para que possa ter sucesso na posição, Clayton terá de reviver temporadas anteriores, quando teve um "relacionamento mais constante" com a rede. Em 2014 e 2015, quando ganhou destaque no Figueirense, fez seis gols em 32 jogos e 17 gols em 56 partidas, respectivamente. Já no primeiro ano pelo Atlético-MG, em 2016, balançou a rede 11 vezes em 52 partidas.

Neste ano, porém, emprestado ao Bahia no primeiro semestre, mas com poucas oportunidades, atuou em sete jogos e não fez gol.

Vale ressaltar que a diretoria ainda não descarta a chegada de um centroavante para reforçar o elenco, mas além da questão monetária, há também uma corrida contra o tempo. Para que o possível novo nome possa atuar no Campeonato Brasileiro, a negociação deve ser totalmente finalizada antes do dia 27, data limite para inscrição no torneio. Até lá, Clayton pode ser a nova aposta para o setor.