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Cuca defende escalação e postura do São Paulo após tropeço contra o Grêmio

Do UOL, em São Paulo

31/08/2019 14h26

O técnico Cuca, do São Paulo, saiu em defesa de sua escalação e da postura da equipe após ficar no 0 a 0 contra os reservas do Grêmio, no Morumbi, pela abertura da 17ª rodada do Campeonato Brasileiro. No entendimento do treinador, as próprias circunstâncias do jogo foram cruciais para que o empate não saísse do placar.

"Não vejo que faltou força no jogo. Esse é um tipo de jogo de dois times grandes. Quando você tem um número grande de finalizações, você tem que fazer um gol. Fazendo um gol, vira outro jogo, as coisas fluem mais fáceis para você, ocupando um espaço de campo diferente. O time do Grêmio estava fechadinho e com dois pontas de velocidade", argumentou o treinador são-paulino.

"No primeiro tempo fizemos muito bem. A chance que eles tiveram foi de um erro nosso. Vem o segundo tempo e o jogo muda. O Grêmio passa a valorizar mais o tempo, e é coisa do jogo, não choro. A gente pressionando, vem o frisson. O torcedor empurra, quer que as coisas aconteçam rapidamente. Vem o descontentamento todo para dentro, vai perdendo a confiança. Nós, hoje, não temos um time de força. Por a bola longa na referência. É um time leve, rápido. Tentamos jogar assim", acrescentou.

Para definir o São Paulo que entraria em campo nesta manhã de sábado, Cuca precisou lidar com os desfalques ofensivos de Raniel (suspenso), Pato, Pablo e Toró (lesionados). O treinador então escalou uma linha de ataque com Everton, Antony e, mais avançado, Victor Bueno.

"Quem eu colocaria se não fosse o Vitor Bueno? Ele é o que mais se aproxima de um definidor de jogada. Não é a posição dele, temos que entender. Mas é quem mais se aproxima para fazer esse trabalho. Depois colocamos o Helinho, passamos a jogar com o Everton e Daniel (Alves) mais adiantados",explicou.

Fato é que a estratégia não surtiu efeito, haja vista o empate sem gols. Antony construiu as melhores chances do São Paulo, mas também acabou expulso em decorrência de dois cartões amarelos e, no fim das contas, saiu de campo vaiado pelos quase 47 mil torcedores presentes no Morumbi.

"A gente tem trabalhado. Muitas coisas têm acontecido na vida dele. Muito rápido. Ele está para ser papai, está sempre envolvido na janela. Quer queira ou não, o jogador é informado. Ele tem treinado bem. O que aconteceu na lance da expulsão é que ele tinha um passe fácil e escolheu um passe menos fácil. Ele coreu atrás para arrumar o erro, piorou, causou a expulsão. Não tenha dúvida que isso vai ser aproveitado em benefício próprio para ele, não hoje, mas sim durante os treinamentos, tirar isso como lição", finalizou o treinador tricolor.

O São Paulo volta a campo no sábado que vem, contra o Internacional, no Beira-Rio, pela penúltima rodada do primeiro turno do Campeonato Brasileiro.

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