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Neymar aceita viajar com PSG à China, mas insiste em saída

Neymar em sua reapresentação ao PSG em 15 de julho de 2019 - reprodução/site do PSG
Neymar em sua reapresentação ao PSG em 15 de julho de 2019 Imagem: reprodução/site do PSG

João Henrique Marques

Colaboração para o UOL, em Paris (França)

16/07/2019 13h41

A conversa de Neymar com o diretor de futebol do Paris Saint-Germain, Leonardo, na reapresentação em Paris na segunda-feira, terminou com a definição de que o brasileiro vai participar da pré-temporada do clube na China. Segundo apurou o UOL Esporte, o dirigente apenas passou instruções ao jogador em um diálogo definido como rápido nos bastidores do clube. Em contrapartida, ouviu que o desejo do atacante em transferir-se ao Barcelona segue de pé.

Internamente, Neymar foi definido como "pacífico" na reapresentação ao PSG. O comportamento foi encarado como novidade, visto que o brasileiro havia deixado o clube, em maio, com o discurso de que nem sequer voltaria a Paris após o período de férias. O atraso de uma semana para se reapresentar, com o pedido para ficar de fora da pré-temporada, também eram ameaçadores.

No quadro atual, Neymar aceita jogar pelo PSG nesses jogos de preparação, mas aguarda uma definição de saída até o fim de agosto (quando se fecha a janela europeia de transferências). Há dois anos, quando deixou o Barcelona, viveu situação parecida: ele jogou pelo clube a pré-temporada nos Estados Unidos, mas se transferiu ao PSG dias depois. O cenário foi considerado desgastante pelo jogador por conta de pressão nos bastidores.

Neymar também ouviu de Leonardo que será multado por conta do atraso e discutiu as dificuldades em um cenário de venda - o atraso na apresentação ao clube foi um dos pontos levantados como dificultador de um negócio futuro. As informações foram divulgadas pelo jornal francês Le Parisien e confirmadas pela reportagem.

O PSG viajou ontem para a Alemanha, onde joga dois amistosos: contra o Dynamo Dresden hoje (às 15h - com acompanhamento lance a lance do Placar UOL) e contra o Nuremberg no sábado. Neymar não integrou o grupo para essas duas partidas, mas estará na viagem programada para a China no dia 23 de julho. Por lá, realiza amistosos e a final da Supercopa da França, dia 3 de agosto, diante do Rennes. A definição sobre a participação de Neymar nos jogos ficará a cargo do treinador Thomas Tuchel.

Foi o alemão quem definiu, junto com Leonardo, a data de retorno de Neymar. O técnico não aceita as desculpas do jogador de ter combinado a data de retorno com o ex-diretor esportivo, o português Antero Henrique, pelo fato de não ter participado da escolha.

Neymar se desgastou no PSG por conta do comportamento rebelde apresentado no final da temporada passada. Ele criticou abertamente companheiros do time, faltou aos treinos programados para o final da temporada e comunicou aos brasileiros sobre o fim do ciclo em Paris. A ideia era de que uma saída não seria complicada.

No planejamento feito por Neymar e seu staff, há a preocupação de não irritar o presidente do PSG, Nasser Al-Khelaifi. A proximidade do pai do jogador com o dirigente sempre facilitou o trato privilegiado que o brasileiro teve no clube. Em seu entorno, ainda há a esperança de sensibilizar o mandatário para uma transferência, embora ele já tenha se posicionado de maneira dura contra jogadores não comprometidos com o projeto do clube.

Por isso, o entorno do jogador já sinaliza uma mudança de posição, deixando a entender que Neymar não está mais insatisfeito em ficar no PSG. Sobre o retorno de Neymar aos treinamentos do ponto de vista do clube, o PSG não tem posicionamento público. O clube não divulgou bastidores da chegada do brasileiro ou informou sobre o roteiro estabelecido.

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