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Botafogo conta com R$ 35 milhões de vendas para evitar novas dívidas

Gatito Fernandez está valorizado após se destacar na Copa América e poderá ser negociado - CARL DE SOUZA / AFP
Gatito Fernandez está valorizado após se destacar na Copa América e poderá ser negociado Imagem: CARL DE SOUZA / AFP

Bernardo Gentile

Do UOL, no Rio de Janeiro

05/07/2019 04h00

Em crise financeira, o Botafogo tenta levantar um mínimo de dinheiro para fechar o ano sem criar novas dívidas. No planejamento da diretoria, o clube terá que realizar a venda de dois jogadores para alcançar a quantia de R$ 35 milhões - evidentemente que o valor pode ser alcançado com apenas uma negociação, mas dependeria de um grande negócio.

Gatito é o principal nome. O goleiro está muito valorizado após se destacar na Copa América com o prêmio de melhor jogador em campo em todos os jogos que disputou. O Porto é o maior interessado e iniciou conversas com o estafe do goleiro para levá-lo a Portugal. O paraguaio não esconde a felicidade de ter a chance de voltar à Europa, mas depende de uma boa oferta para o Botafogo, que precisa de dinheiro.

Apesar da grande qualidade de Gatito, a posição não está entre as que mais rende dinheiro no futebol. Além disso, os 31 anos fazem com que o valor da negociação não seja suficiente para alcançar os R$ 35 milhões desejados pela diretoria para fechar o ano com tudo em dia.

Além de Gatito, o Botafogo tem outros jogadores que podem render uma grana aos cofres do clube. Luiz Fernando, Alex Santana e Ezequiel. O primeiro não vive seu melhor momento, mas tem grande potencial de venda. Já o volante teve grande primeiro semestre e pode ser negociado.

É Ezequiel quem mais agita o mercado. Ele tem apenas 21 anos, idade limite desejada pelos europeus com o objetivo de desenvolver os jogadores. Ele tem se destacado no Sport e pode nem mesmo voltar ao Botafogo. Com grande número de assistências na temporada, o atacante pode parar no exterior sem que isso seja uma surpresa para ninguém.

Vale ressaltar que o Botafogo tem encontrado dificuldade de vender atletas no mercado da bola. As últimas negociações ocorreram no mercado interno, para Palmeiras e Atlético-MG.