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O que mudou no Peru desde a goleada até a final contra o Brasil

Daniel Alves supera a marcação peruana na goleada do Brasil por 5 a 0 na primeira fase da Copa América - Lucas Figueiredo/CBF
Daniel Alves supera a marcação peruana na goleada do Brasil por 5 a 0 na primeira fase da Copa América Imagem: Lucas Figueiredo/CBF

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

04/07/2019 04h00

O Peru será o adversário do Brasil na final da Copa América. Ao bater o Chile por 3 a 0, o time de Ricardo Gareca garantiu vaga na decisão, domingo, no Maracanã. Será o reencontro das seleções após a goleada brasileira por 5 a 0 na fase de grupos. Mas os peruanos acreditam que melhoraram muito.

"Todos ficamos muito tristes depois da derrota para o Brasil. Mas aprendemos, ganhamos forças e agora estamos prontos para fazer o melhor", disse o lateral Trauco.

Um time forte mentalmente e unido

Foi a goleada contra o Brasil que uniu ainda mais o time peruano. Ao ouvir críticas de boa parte da imprensa local, os atletas decidiram silenciar por algum tempo e fortalecer os elos internos.

"Vocês (jornalistas) sempre encontram alguma coisa ruim para falar nas partidas. Nós temos é que aproveitar a classificação e seguir pensando apenas dentro de campo", comentou Flores.

E essa fortaleza mental é que pesou na classificação contra o Uruguai nos pênaltis e no começo muito intenso de jogo contra o Chile. A vitória peruana foi construída ainda no primeiro tempo. E a equipe seguiu mostrando maturidade para trocar passes enquanto os torcedores gritavam "olé" e fechar o placar com um golaço de Guerrero.

Após a partida, muitos personagens do jogo se negaram a dar entrevistas. Casos do goleiro Gallese, que inclusive pegou um pênalti, do meio-campista Yotún, do meia Cueva e do lateral Advíncula.

Farfán saiu e time ganhou velocidade

Taticamente, Ricardo Gareca não mudou nada em sua equipe. Segue atuando quatro defensores em linha, quatro meio-campistas logo à frente, um jogador mais solto e Paolo Guerrero no comando de ataque. Mas a lesão de Farfán, que atuou pela última vez contra o Brasil, mudou a característica do time.

Cueva passou a ser o homem mais próximo de Guerrero, posto antes de Farfán. Flores e Carrillo que atuam pelos lados. Com isso, a equipe ganhou intensidade, velocidade na troca de passes e ultrapassagem, dando a Guerrero, que trabalha segurando a bola e esperando a aproximação de colegas, mais alternativas de sequência de jogada.

Sem vergonha de se retrancar

Ainda que tenha essência ofensiva, o Peru não tem vergonha nenhuma de se retrancar. Em alguns momentos do confronto com o Chile, chegou a montar uma linha de cinco defensores, com mais quatro à frente e apenas Guerrero adiantado. E, dependendo do que a partida apresentar, poderá fazer isso contra o Brasil.

"Estou feliz pela classificação, agora será um jogo difícil. Vamos descansar e analisar bem o jogo de domingo. É um grande adversário, será muito difícil, mas vamos lutar", disse Paolo Guerrero.

O Peru encara o Brasil no Maracanã às 17h (de Brasília), no domingo.

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