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Messi detona VAR e lidera reclamação argentina contra arbitragem

Danilo Lavieri, Marcel Rizzo, Pedro Lopes e Thiago Fernandes

Do UOL, em Belo Horizonte (MG)

03/07/2019 00h43

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A Argentina ficou orgulhosa do desempenho do time na eliminação para o Brasil na semifinal da Copa América. E até por isso fica ainda mais revoltada com supostos erros da arbitragem durante a derrota por 2 a 0 para os donos da casa no Mineirão, em Belo Horizonte. O astro Lionel Messi liderou as críticas ao equatoriano Roddy Zambrano e, sobretudo, ao VAR.

"Ficamos na bronca porque fizemos uma grande partida para terminar dessa forma. Eles não foram superiores a nós. O segundo gol saiu de um contra-ataque após não darem um pênalti para nós. Cansaram de marcar besteiras nesta Copa América e hoje não foram nenhuma vez ao VAR. Fizemos um esforço muito grande. Os lances pequenos eram sempre a favor deles. Cartões para nós, e nada para eles. Tiveram jogadas claras que não viram. Só viram as mãos e os pênaltis banais. Você vai se desligando da partida porque o árbitro não é justo. Inconscientemente, você sai da partida. Zambrano pediu tranquilidade, mas nos faltou com o respeito", disse Messi, na zona mista do estádio, a televisões argentinas.

Os supostos pênaltis citados pelo camisa 10 foram de Arthur em Nicolás Otamendi e de Daniel Alves em Sergio Aguëro. Este último foi na origem do segundo gol brasileiro, marcado por Roberto Firmino. Agüero também protestou na zona mista: "Eu senti um golpe de Dani Alves".

O capitão brasileiro se defendeu das reclamações de que cometeu pênalti em Agüero. O lateral-direito foi um dos primeiros jogadores da seleção a deixar o vestiário e respondeu os questionamentos dos jornalistas argentinos sobre o lance: "Quando ele foi se desmarcar ele pisou em mim, talvez por isso ele tenha achado isso. Não estamos aqui para falar sobre isso, a partida foi tão brilhante que não podemos encerrar nisso. Transformamos as chances que tivemos em gol e isso foi o que matou a partida. Não vou dar voltas por uma coisa que praticamente não existiu".

O tema arbitragem também foi tema da entrevista coletiva de Lionel Scaloni. Para ele, além desses lances maiores, o equatoriano Roddy Zambrano conduziu mal a partida.

"Não gostei do árbitro, não e não sou muito de falar sobre isso, mas estive o tempo todo ao lado do quarto árbitro. Eu ficava gritando com o (lateral-esquerdo Nicolás) Tagliafico, porque ele tinha amarelo e o juiz de linha ficava falando para ele 'cuidado, cuidado'. Nunca vi isso. O árbitro não devia ficar falando isso para os jogadores. Se acontecer alguma coisa, ele que tome a decisão que seja necessária. Ele não pode condicionar. Eu acho que as jogadas pequenas sempre tiveram a decisão para o outro lado. E sobre os pênaltis, não sei se foram ou não foi. Não costumo falar sobre isso, mas (a arbitragem) não esteve à altura de um jogo desse calibre", reclamou o treinador.

Scaloni ainda citou que um apito soou no início do contra-ataque do segundo gol e que por isso o zagueiro Juan Foyth para e deixa de marcar Gabriel Jesus. Esse apito também foi ouvido pelo brasileiro, que optou por prosseguir na jogada: "Na verdade, logo quando dominei a bola, pensei comigo que o juiz apitou, mas o zagueiro (Otamendi) começou a ir pra trás, então continuei".

Errata: o texto foi atualizado
Diferente do informado anteriormente, o segundo gol do Brasil foi marcado por Roberto Firmino, e não Gabriel Jesus. O erro foi corrigido.

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