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Preços, divulgação escassa e "jogos modestos" esvaziaram Copa América em BH

Mineirão recebeu torcedores de Japão e Equador para jogo da Copa América - UOL Esporte
Mineirão recebeu torcedores de Japão e Equador para jogo da Copa América Imagem: UOL Esporte

Thiago Fernandes

Do UOL, em Belo Horizonte

25/06/2019 16h00

O Mineirão teve a pior média de público da fase de grupos da Copa América 2019. Com os dois recordes negativos, o estádio recebeu 55.622 pagantes em quatro partidas disputadas. A média foi de 13.906 torcedores por jogo.

Mas por que o estádio ficou tão vazio na primeira metade da competição continental? O UOL Esporte apurou alguns motivos para o baixo público. Os valores dos bilhetes, a divulgação escassa e duelos com times sem grande impacto atualmente no cenário mundial como Equador, Japão e Bolívia esvaziaram os jogos da capital mineira.

Preços das entradas

Os ingressos custaram entre R$ 60 e R$ 350. Os valores são considerados elevados e deixaram amantes do futebol mais distantes da competição. Este foi o primeiro motivo para o afastamento do público. O preço foi definido pela Conmebol, auxiliada pelo COL (Comitê Organizador Local). No entanto, a entidade é quem se responsabiliza pela decisão dos valores.

O tíquete médio mais barato no estádio foi durante a primeira rodada, no confronto entre Uruguai e Equador. Na ocasião, os ingressos custaram em média R$ 112,74 aos 13.611 pagantes.

Divulgação escassa

A ausência de divulgação da Copa América 2019 foi algo que preocupou o Comitê Organizador Local (COL) de Belo Horizonte. O UOL Esporte apurou que as tentativas de ações para alavancar as vendas na capital mineira foram vetadas. Rogério Brum, gerente do COL de Minas Gerais, tentou ao menos seis diferentes atos para aumentar a comercialização de entradas. No entanto, jamais foi autorizado a colocá-las em prática.

A situação foi detectada até pelo treinador do Equador, que se decepcionou com o baixo público da competição disputada no Brasil. Hernán Darío Gómez reconhece que faltou publicidade ao torneio.

"Realmente, me surpreendeu [a ausência de público], porque quando venho ao Brasil, costuma encher [o estádio]. Mas não houve entusiasmo. Quando há Copa América, estouram o país de publicidades e motivação. E aqui não vi muita motivação", declarou.

Times sem grandes estrelas

Belo Horizonte também sofreu com a falta de nomes relevantes para o futebol mundial em algumas partidas em que foi sede. À exceção dos jogos que contaram com Argentina e Uruguai, não houve jogadores importantes no estádio na Copa América 2019. A partida que teve melhor público no local foi o empate em 1 a 1 entre Argentina e Paraguai. O duelo teve 35.265 pagantes. Havia muitos argentinos nas cadeiras e também brasileiros - todos atrás da equipe de Lionel Messi, Sergio Agüero e companhia.

A partida entre Uruguai e Equador também teve duas estrelas do futebol mundial. Luis Suárez e Edinson Cavani estiveram em campo para o jogo de estreia do torneio. O público, contudo, não correspondeu. Somente 13.611 estiveram no local.

Por outro lado, o Mineirão teve os dois piores públicos pagantes da Copa América 2019: 2.106 compraram ingressos para Equador e Japão e outros 4.640 colocaram a mão no bolso para ir ao jogo entre Venezuela e Bolívia. Sem nomes de expressão em seus respectivos elencos, os times atraíram um público bem baixo ao Gigante da Pampulha.

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