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"Mais rápido do mundo", peruano não quer ser conhecido só pela velocidade

Luís Advíncula, do Peru, quer ser conhecido além da velocidade - Jeferson Guareze / AFP
Luís Advíncula, do Peru, quer ser conhecido além da velocidade Imagem: Jeferson Guareze / AFP

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

15/06/2019 04h00

Luís Advíncula carrega uma marca por onde passa. O de ter sido "o jogador mais rápido do mundo" em 2018. Segundo a Fifa, o lateral, que hoje defende o Rayo Vallecano, da Espanha, atingiu 36,15 km/h em partida do Campeonato Mexicano do ano passado, superando a marca anterior do galês Gareth Bale, do Real Madrid. Mas o que soaria claramente como elogio, não é bem assim para ele.

Advíncula, de 29 anos, foi o jogador escolhido para entrevista coletiva na véspera do jogo contra a Venezuela, que abre a Copa América para ambos, ao lado do técnico Ricardo Gareca. E quando questionado sobre sua capacidade física, o lateral pareceu desconfortável.

"Ouço muita gente falar que o Advíncula é rápido, e só. Não adiantaria nada ter apenas velocidade, quero unir isso com outras qualidades e por isso estou sempre treinando. Se fala muito só na velocidade", disse.

Na última Copa do Mundo, Advíncula atingiu 33,77 Km/h na partida contra a Dinamarca. Por esse e outros momentos, chegou a ganhar o apelido de "Bolt peruano".

Com passagens pelo futebol peruano, da Ucrânia, da Alemanha, de Portugal, da Argentina, do México, da Espanha, e até do Brasil, onde defendeu a Ponte Preta em 2013, Advíncula quer acabar com o rótulo que, por mais estranho que pareça quando se fala de alguém tão rápido, chega antes de seu nome em qualquer comentário.

"O futebol espanhol me deu confiança, me mostrou capacidades que posso fazer, coisas diferentes para ser lembrado. E confiança é fundamental para o jogador. Posso dizer que depois dessa temporada estou mais experiente, e muito mais confiante. Quero ajudar o Peru dando o meu melhor", disse o jogador, respondendo outra pergunta sobre sua velocidade.

O Peru encara a Venezuela às 16h (de Brasília), de hoje (15), na Arena do Grêmio, em Porto Alegre. As seleções fazem parte do grupo A, ao lado de Brasil e Bolívia.

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