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Brasileirão - 2019


Chape pedirá anulação do jogo contra o Goiás: "futebol está comprometido"

Do UOL, em Santos (SP)

11/06/2019 10h03

O jogo entre Goiás e Chapecoense, disputado na noite de ontem, no Serra Dourada, pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro, pode ganhar novos capítulos após o apito final. Revoltado com a atuação da arbitragem na derrota por 3 a 1, o presidente da Chape, Plinio David de Nes Filho, mais conhecido como Maninho, afirmou que o clube pedirá o cancelamento da partida.

Na visão do presidente, que criticou não só o árbitro Igor Junio Benevenuto como também a equipe que comanda o VAR (árbitro de vídeo), a Chapecoense foi prejudicada em dois lances em especial. No pênalti de Márcio Araújo em Léo Sena, ainda na etapa inicial, e na expulsão de Bruno Pacheco, já no segundo tempo.

"Uma arbitragem despreparada prejudicou a Chapecoense no pênalti que não existiu e depois ele deveria consultar o VAR no cartão vermelho, assim como foi com o Nikão, em São Paulo, quando anulou a expulsão. Veria que ele [Bruno Pacheco] entrou na bola e pegou o jogador [Michael] depois, que merecia o cartão amarelo", disse o presidente em entrevista à Rádio Oeste Capital, de Chapecó.

"Desta maneira, a gente não pode fazer um futebol sério. O futebol está comprometido pela falta de competência. Estamos solicitando o cancelamento da partida pelos erros que ocorreram aqui no jogo de hoje. Alguém tem que começar a tomar atitude. Falo do despreparo do árbitro e de quem opera o VAR", acrescentou o mandatário.

Sirli Freitas/Chapecoense
Imagem: Sirli Freitas/Chapecoense

Em entrevista coletiva após o jogo, Ney Franco deu sequência às reclamações e disse que a arbitragem foi decisiva para o revés em Goiânia. "O que foi determinante aqui hoje, na minha avaliação, foi o erro da arbitragem", afirmou o treinador.

Com a derrota, a Chapecoense terminou a oitava rodada do Brasileiro na 16ª colocação, com sete pontos em oito jogos. O time de Chapecó volta a campo na quinta-feira, quando recebe o Fluminense na Arena Condá, às 20h (de Brasília).