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Interino muda formação e ajuda no psicológico com um dia de Atlético-MG

Rodrigo Santana, técnico interino do Atlético-MG - Bruno Cantini/Divulgação/Atlético-MG
Rodrigo Santana, técnico interino do Atlético-MG Imagem: Bruno Cantini/Divulgação/Atlético-MG

Thiago Fernandes

Do UOL, em Belo Horizonte

15/04/2019 04h00

Rodrigo Santana teve apenas um dia de treino ao lado do grupo do Atlético-MG e já fez mudanças em relação à forma de jogar do time com Levir Culpi, demitido na última quinta-feira. O técnico interino fez o Galo jogar em contra-ataques no Mineirão e com uma formação distinta da adotada por seu antecessor.

A ideia do técnico interino foi utilizar Adilson como o primeiro volante da equipe, dando liberdade a Elias e Juan Cazares no meio de campo. O novo esquema tático foi rapidamente assimilado e agradou ao substituto de Levir Culpi.

"Na verdade, a gente fez um tripé ali, a gente mudou para o 4-1-4-1. O Adilson ficou em frente à zaga. Dei um pouco mais de liberdade para o Elias, com o Luan de um lado e o Chará do outro. A primeira alteração que a gente fez foi tática. E a única troca que a gente fez de jogador foi do Chará", declarou.

"Olha, eu fiquei muito satisfeito, viemos de um jogo difícil, de uma viagem desgastante. Eles tiveram dias para se recuperar, fazer academia. Eu tenho que parabenizar a entrega do Ricardo Oliveira, que ajudou a marcar os volantes. Acho que eles absorveram a ideia de jogo que a gente tinha para o jogo de hoje. A gente estava defendendo, mas altamente preparado para contra-atacar", acrescentou.

O interino também precisou trabalhar a situação psicológica do elenco do Galo. Antes do revés por 2-1, o time viveu um momento de crise, o que culminou na demissão de Levir Culpi.

"Ali tem muito jogador experiente e inteligente que passou por situações até piores. A gente procurou fazer com que eles não entrassem no calor do jogo. No ano passado, o Otero tomou um vermelho logo no primeiro tempo. A gente passou o psicológico do árbitro, a gente sabe que ele dá muito cartão, que a cada dois jogos, ele expulsa um atleta. A gente orientou não se envolver em relação ao emocional. Pedimos para levantar a cabeça, ali foi um acaso. Não podemos perder a orientação, a forma de jogo. Apesar de ter as reclamações aqui e ali, acho que fomos bem", concluiu.