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Caso Daniel


Policiais são dispensados de depor no caso Daniel por "medo de PCC"

Edison Brittes Júnior na 1ª fase de audiência de instrução do caso Daniel  - FRANKLIN FREITAS/ESTADÃO CONTEÚDO
Edison Brittes Júnior na 1ª fase de audiência de instrução do caso Daniel Imagem: FRANKLIN FREITAS/ESTADÃO CONTEÚDO

Dimitri Valle e Karla Torralba

Do UOL, em São José dos Pinhais e São Paulo

01/04/2019 16h07

Os dois policiais civis afastados Edenir Canton e Helder Padilha foram dispensados de depor na condição de testemunhas de defesa de Edison Brittes Júnior na segunda fase de audiência do caso Daniel hoje (01) por "segurança".

O próprio advogado de Edison Brittes Júnior, Cláudio Dalledone Júnior, pediu a dispensa dos dois homens à juíza Luciani Regina Martins de Paula por temer pela segurança de seus clientes: Juninho, Cristiana Brittes e Allana Brittes. O pedido foi aceito pela juíza e pela promotoria.

Dalledone alegou que "desistiu de ouvi-los, porque o PCC (Primeiro Comando da Capital), que manda nas cadeias, pode dar ordem para matar os Brittes por causa do vínculo com policiais".

Juninho Riqueza em foto com Edenir Canton e Helder Padilha - Reprodução
Juninho Riqueza em foto com Edenir Canton e Helder Padilha
Imagem: Reprodução
Edenir Canton e Helder Padilha são acusados de homicídio e estão afastados da polícia civil. Os dois aparecem em fotos com Edison Brittes Júnior nas redes sociais.

Canton ainda era dono do Veloster preto usado no crime e foi flagrado em áudios vazados conversando com Juninho Riqueza para orienta-lo na contratação de advogado após a morte de Daniel.

Os depoimentos desta semana são todos focados nas testemunhas de defesa dos sete réus. As testemunhas de acusação já deram seus relatos, entre elas, a mãe de Daniel Eliana Correa. Após todas as falas será a vez de os réus darem suas versões sobre o que aconteceu naquele sábado 27 de outubro.

Relembre o caso

Daniel Correa foi morto no início da manhã de 27 de outubro do ano passado após participar da festa de aniversário de 18 anos de Allana Brittes em uma boate de Curitiba. Depois da comemoração, alguns convidados seguiram para a casa da garota, incluindo Daniel.

Na casa de Allana, o pai da menina, Edison Brittes Júnior, iniciou uma sessão de espancamento contra Daniel após ter visto o jogador em seu quarto, onde sua mulher Cristiana Brittes dormia. O atleta apanhou de vários homens até ser levado de carro por Edison, David Vollero, Eduardo Henrique da Silva e Ygor King até uma estrada.

No local Daniel foi degolado e emasculado. O corpo do jogador foi achado naquele final de semana.

Seis pessoas estão presas pela morte de Daniel: a família Brittes (Edison, Cristiana e Allana), David Vollero, Ygor King e Eduardo Henrique da Silva. Eles são acusados de diferentes crimes cometidos durante e depois do assassinato. A sétima ré, Evellyn Perusso, responde por falso testemunho em liberdade.

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