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Caso Daniel: Justiça nega mais um pedido de liberdade a Allana Brittes

Cristiana e Allana Brittes no segundo dia de audiência de instrução do caso Daniel - GIULIANO GOMES/PR PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Cristiana e Allana Brittes no segundo dia de audiência de instrução do caso Daniel Imagem: GIULIANO GOMES/PR PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Do UOL, em São Paulo

24/03/2019 04h00

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou pedido de liminar para tirar da prisão Allana Emilly Brittes, filha de Edison Brittes, o Juninho Riqueza, acusado pelo homicídio do jogador Daniel Corrêa em outubro de 2018.

Allana está presa preventivamente desde novembro acusada dos crimes de fraude processual, corrupção de menores e coação no curso do inquérito que investiga a morte do atleta, que estava vinculado ao São Paulo.

A defesa dos Brittes havia pedido uma liminar para tirar Allana da cadeia antes mesmo do julgamento de um habeas corpus, que deve ser julgado pelo tribunal nas próximas semanas. Em fevereiro, os advogados da família já haviam tido negado pedido de habeas corpus ao Tribunal de Justiça do Paraná, na primeira instância.

De acordo com a decisão do ministro Sebastião Reis Júnior da última sexta-feira (22), a concessão de liminar é medida excepcional, "cabível apenas quando a decisão impugnada estiver eivada de ilegalidade flagrante, demonstrada de plano", o que não ocorreu, segundo o magistrado.

Relembre a 1ª fase de depoimentos:

Sebastião Reis Júnior afirmou que a prisão preventiva de Allana Brittes é justificável, a despeito dos argumentos apresentados pela defesa, para quem a jovem não representa risco às investigações, uma vez que todas as testemunhas já foram ouvidas.

Segundo a decisão de prisão preventiva, Allana fazia contato com as testemunhas para que elas dessem uma versão diferente dos fatos, o que ficou verificado em trocas de mensagens por celular. A estudante completou 18 anos dois dias antes do crime, ocorrido em 26 de outubro de 2018, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.

O julgamento definitivo do habeas corpus no STJ deverá acontecer quando o Ministério Público Federal der seu parecer.

Além de Allana e Juninho Riqueza, estão presos por suposto envolvimento no assassinato do jogador outros cinco suspeitos, entre eles, Cristiana Brittes, mãe de Allana.

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Os depoimentos do caso Daniel serão retomados em 1º de abril com as testemunhas de defesa e a fala dos réus e devem durar três dias.

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