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Flu supera crise financeira e festeja time superior em 2019 com F. Diniz

Volante Allan, do Fluminense: jogador tem bom início no clube - Lucas Merçon/Fluminense
Volante Allan, do Fluminense: jogador tem bom início no clube Imagem: Lucas Merçon/Fluminense

Leo Burlá

Do UOL, no Rio de Janeiro

14/03/2019 04h00

Muito longe de viver uma situação financeira confortável, o Fluminense teve de usar de muita criatividade e observação para dar a Fernando Diniz o elenco mais forte possível na temporada.

E passados poucos meses desde que a bola rolou, a sensação nas Laranjeiras é de que o trabalho foi bem feito e que o time é bem superior àquele que quase foi rebaixado à Série B em 2019. E é time renovado que será posto novamente à prova contra o Boavista, às 20h, no Estádio Elcyr Resende, pelo Carioca.

Com pouco dinheiro para seduzir grandes nomes, o Flu apostou em um grupo formado por atletas que vieram ou sem custo algum, por trocas ou por possibilidades apresentadas pelo mercado. Entre chegada e partidas, o clube festeja uma folha salarial (com dois meses de atrasos) na casa dos R$ 4 milhões, uma das mais baixas do Brasil.

"O Fluminense é um clube com uma camisa histórica e que hoje tem um treinador que tem uma diferença brutal no mercado. No fundo, os jogadores têm interesse em conhecer o trabalho do Fernando", explicou o diretor de futebol Paulo Angioni.

Os meio-campistas Allan e Caio Henrique são os protagonistas de uma ação de mercado que tentou aliar qualidade a custo baixo. Com passagens pelo futebol europeu, a dupla está impressionando em treinos e jogos. Com boa dinâmica e muita consciência tática, os dois são modelos bem acabados do tipo de jogador que Diniz pretende ter.

"Pretendo ficar um tempo aqui no Brasil. Até porque ninguém me conhece. Quero fazer meu nome aqui, marcar território. Pretendo ficar uns aninhos para depois voltar mais maduro e seguro para a Europa, para não acontecer de novo de ir e voltar", disse Allan, ex-Liverpool.

Além deles, o Flu avalia que a troca feita com o Cruzeiro foi bem-sucedida. No início de 2019, o Tricolor mandou Jadson em troca de Bruno Silva e Ezequiel, além de ter acertado a permanência de Digão. A cúpula de futebol entende que saiu no lucro, pois ganhou um volante com status de titular e ainda conta com uma opção mais consistente para ser sombra de Gilberto na lateral direita.

As saídas de medalhões como Sornoza e Júlio César abriram espaço na folha e permitiram a vinda de jogadores considerados de muito futuro, casos dos zagueiros Léo Santos e Nino. Com a saída de Gum, o clube negociou a vinda do também defensor Matheus Ferraz, outro que está agradando em cheio, além de preencher a vaga da reserva de Rodolfo com Agenor.

Para reforçar o poderio ofensivo, o Fluminense foi até a Colômbia e identificou que Yony González, ex-Junior Barranquilla, estava em fim de contrato. Por um valor considerado baixo, o clube, ainda que tenha atrasado o pagamento de parcelas, acertou o empréstimo do "Ligeirinho", outro que é considerado peça chave no time de Diniz. Do Sport, o Flu pinçou Mateus Gonçalves, que ainda busca afirmação.

Por fim, a direção trouxe o tão sonhado reforço de peso: sem espaço no Sevilla e no Amiens, Paulo Henrique Ganso assinou por cinco anos e, além de dar um acréscimo técnico ao elenco, conseguiu dar uma injeção de ânimo no torcedor tricolor.

BOAVISTA X FLUMINENSE

Local: Elcyr Resende, em Bacaxá (RJ)
Árbitro: João Batista de Arruda
Auxiliares: Thiago Gomes Magalhães e João Luiz Coelho de Albuquerque

BOAVISTA
Guilherme Eiras; Wellington Silva, Gustavo Geladeira, Elivelton e Christiano; Douglas Pedroso, Ralph e Arthur; Luis Soares, Renan Donizete e Felipe Augusto. Técnico: Eduardo Allax

FLUMINENSE
Agenor (Rodolfo), Gilberto, Digão (Léo Santos), Matheus Ferraz e Caio Henrique; Airton, Allan, Ganso; Everaldo, Luciano e Yony Gonzalez. Técnico: Fernando Diniz

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