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Sirene do Corinthians tocou até para Paulo Nunes e virou briga política

Paulo Nunes defendeu o Corinthians na temporada 2001, após passagem por Palmeiras e Grêmio - Eduardo Knapp/Folhapress
Paulo Nunes defendeu o Corinthians na temporada 2001, após passagem por Palmeiras e Grêmio Imagem: Eduardo Knapp/Folhapress

Diego Salgado

Do UOL, em São Paulo

01/03/2019 04h00

O Corinthians relembrou ontem a época em que a sirene do Parque São Jorge era usada para anunciar contratações do time. Ao confirmar a chegada do zagueiro uruguaio Bruno Méndez, o clube postou uma mensagem no Twitter com imagens da sede social e o som do objeto ecoando.

Tradição no clube, a sirene chegou a virar motivo para briga política nas décadas passadas, além de ser usada em vários tipos de contratações, como as de Paulo Nunes, Ronaldo, Tevez, Edmundo, Nilson, Neto, Denys e Sócrates.

A sirene, criada em 1968, na gestão de Wadih Helu, soou pela primeira vez no Parque São Jorge na vinda do atacante Paulo Borges. Na ocasião, o jogador chegou do Bangu e meses depois fez jus à festa ao marcar um gol na vitória contra o Santos, responsável pela queda do tabu de 11 anos sem ganhar do rival pelo Paulista.

Instalada em um ponto estratégico na sede social do clube, no alto do bar da torre, a sirene ganhou fama depois que Vicente Matheus chegou à presidência, em 1971. O som alto servia como um estopim para a comemoração dos sócios e até dos torcedores próximos. Foi assim com a dupla Palhinha (1977) e Sócrates (1978) e com outras dezenas de atletas menos conhecidos.

Em meados da década de 1980, sem a presença de Matheus no comando, a sirene caiu em desuso, servindo quase sempre apenas para informar aos funcionários do clube os horários de entrada, saída e almoço. Nos últimos 30 anos, o clube foi mais econômico em relação ao uso, com algumas situações bem peculiares, como chegadas de técnicos e reapresentação de atletas.

Novamente com Matheus como mandatário, Neto (1989), Denys (1989) e Mirandinha (1987), ex-atletas do Palmeiras, foram apresentados com o som da sirene ao fundo. Isso se repetiu com o atacante Nilson (1992), trazido na gestão de Marlene Matheus - nos dois com ela à frente do clube, o objeto foi colocado em funcionamento no retorno do técnico Nelsinho Baptista (1992) e na recepção do trio campeão mundial sub-20 com a seleção brasileira, Fabinho, Marcelinho Paulista e Hermes (1993).

Disputa política acirrada

Ao longo dos últimos anos, a política continuou a reger a sirene do Parque São Jorge. Na gestão Alberto Dualib, atletas com mais peso foram anunciados com a sirene - no começo de 1994, até mesmo a reapresentação de Rivaldo fez o clube optar pela utilização. Mais tarde, mais dois ex-palmeirenses receberam tal honraria, casos de Edmundo (1996) e até Paulo Nunes (2001).

Em seguida, a sirene ficou quatro anos parada, até a contratação do trio Tevez, Mascherano e Sebá Domínguez, em 2005. Dali a três anos, o motivo mais estranho fez o objeto tocar: a saída de Dualib do quadro de sócios, já na gestão Andrés Sanchez.

Antes de Bruno Méndez, a sirene tocou ao anunciar a contratação de Ronaldo, em dezembro de 2008. À época, houve resistência para que ela voltasse à tona, pois havia ainda uma forte ligação a Vicente Matheus - semanas antes, Marlene Matheus rompeu com Andrés por divergências políticas. À Folha de S. Paulo, Edu Ferreira, que hoje é do grupo de Andrés, disse que o "barulho dos fogos de artifício iria abafar o da sirene".

Situações em que a sirene foi usada

Marcelinho - Antonio Gaudério/Folha Imagem - Antonio Gaudério/Folha Imagem
Marcelinho Carioca chegou ao Corinthians ao som da sirene do Parque São Jorge
Imagem: Antonio Gaudério/Folha Imagem

Paulo Borges 1968

Palhinha 1977

Sócrates 1978

Jorginho 1987

Neto e Denys 1989

Mirandinha 1991

Nilson 1992

Nelsinho Baptista 1992

Fabinho, Hermes e Marcelinho 1993

Ronaldo - Ricardo Nogueira/Folha Imagem - Ricardo Nogueira/Folha Imagem
Ronaldo ao lado de Andrés no fim de 2008: sirene tocou, mas com divergências
Imagem: Ricardo Nogueira/Folha Imagem

Marcelinho Carioca 1993

Recepção a Rivaldo 1994

Edmundo 1996

Paulo Nunes 2001

Tevez, Mascherano e Sebá 2005

Dualib deixa de ser sócio 2008

Ronaldo 2008

Bruno Méndez 2019

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