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Deyverson toma bronca de Galiotte e tem coletiva limitada para evitar gafe

Danilo Lavieri

Do UOL, em São Paulo

26/02/2019 04h00

Minutos antes de se pronunciar pela primeira vez após a série de confusões que se envolveu no Palmeiras, Deyverson participou de uma reunião e recebeu bronca do presidente do clube, Maurício Galiotte. O dirigente convocou um encontro em uma sala na Academia de Futebol com as presenças de Felipão e Alexandre Mattos e deixou claro que a conduta do atacante não condizia com a história do Alviverde. 

O que mais irritou os dirigentes foi o vídeo em que ele afirmava que estava a caminho da China, quando tudo não passava de uma brincadeira entre amigos que acabou difundida na internet.

O Palmeiras entende que Deyverson está bastante desgastado com torcida, direção e parte do elenco, mas não vê alternativa após o "não" do atacante para uma proposta de 15 milhões de euros do Shenzhen FC.

Não há como impor uma transferência e afastá-lo está fora de cogitação após os problemas jurídicos decorrentes do afastamento de Felipe Melo.

Além do lucro para o clube, o atacante receberia um salário quatro vezes maior. Só na parte registrada em carteira, sem contar luvas e direito de imagem, ele recebe R$ 347 mil por mês do time paulista. Em entrevista ontem, no entanto, ele afirmou que "não queria deixar o clube pela porta dos fundos" (veja o vídeo abaixo).

A coletiva concedida por ele também foi pensada pelo clube. Todos entendiam que Deyverson precisava se explicar, mas a estratégia para evitar um problema maior foi limitar a entrevista. Apenas três jornalistas tiveram suas perguntas autorizadas. 

O jogador ainda cumpre suspensão de seis jogos no Paulista e teve uma multa de R$ 350 mil no salário. Ele, no entanto, está apto para disputar a estreia na Libertadores, marcada para o dia 6 de março, às 21h30, fora de casa.

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