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Primo que doou parte do fígado a Abidal se coloca à disposição da Justiça

Eric Abidal (dir.) recebeu doação do primo e seguiu por mais alguns anos na carreira - David Ramos/Getty Images
Eric Abidal (dir.) recebeu doação do primo e seguiu por mais alguns anos na carreira
Imagem: David Ramos/Getty Images

Do UOL, em São Paulo (SP)

23/02/2019 09h15

O transplante de fígado responsável por salvar a vida do ex-lateral Eric Abidal, campeão europeu pelo Barcelona, voltou à pauta na Espanha depois de reaberto o caso sobre uma possível irregularidade no processo. O primo do hoje diretor do clube, Gérard Armand, desabafou e se colocou à disposição para provar a doação questionada pelo jornal espanhol El Confidencial.

Em entrevista publicada hoje pelos franceses do Le Parisien, Gérard Armand, que anteriormente já havia tratado o assunto, assegurou que se apresentará para prestar esclarecimentos e desabafou sobre as dúvidas sobre o processo. O El Confidencial diz que Sandro Rosell, ex-presidente do Barça, comprou o órgão para curar o tumor hepático sofrido pelo então atleta no ano de 2011.

"Não tinha notícias do meu primo desde outubro. Fiquei sabendo pela imprensa que reabriram o caso, mas não sei o porquê. Queria ter acesso ao processo porque vivo em uma total incerteza. Preciso esclarecer o caso porque isso me obsessiona", declarou o primo de Abidal.

"O mundo está louco e sabemos que tudo é possível, mas esse caso me deixa obsessivo. Busco novidades no Google a todo momento. Então resolvi me apresentar como parte civil na investigação, a fim de ter acesso ao dossiê", acrescentou.

Segundo a publicação francesa, Armand trabalha em uma fábrica no país e manteve contato escasso com Abidal até julho do ano passado, quando a Justiça se interessou e reabriu o caso. A Organização Nacional de Transplantes (ONT) da Espanha, por outro lado, concluiu que o processo de doação foi legal.

O primo do diretor esportivo do Barcelona quer realizar exames médicos para provar que a doação existiu. Beneficiado, Abidal retomou a carreira e jogou no Monaco e no Olympiacos, antes de se aposentar no fim de 2014.

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