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Vasco x Resende tem xingamentos a Crivella e gafe com vinheta do Fla

Bruno Braz*

Do UOL, no Rio de Janeiro

14/02/2019 08h35

Com as informações de uma possível grande tempestade para ontem, a prefeitura do Rio de Janeiro recomendou que a partida entre Vasco e Resende fosse adiada - vontade endossado pelo Cruzmaltino e pela Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj). Porém, a Polícia Militar vetou o adiamento para o dia seguinte e o duelo foi mantido. Para aumentar a confusão, a venda de ingressos foi suspensa e alguns dos que tinham comprado entradas desistiram. No fim, a chuva esperada não veio e sobraram xingamentos ao prefeito Marcelo Crivella na vitória vascaína por 3 a 0, que garantiu a classificação à final da Taça Guanabara.

A confusão começou logo cedo, com alguns criticando a opção que o Vasco deu para ressarcimento. Isto porque o clube sugeriu que os torcedores que compraram em pontos físicos se encaminhassem às bilheterias - uma contradição diante da recomendação das autoridades para que a população não saísse de casa por conta do risco de temporal.

Com a sensação de insegurança em virtude das sete mortes após as enchentes na semana passada, cerca de duas mil pessoas que compraram ingressos desistiram de comparecer.

"Mesmo dizendo que o risco da tempestade diminuiu, não quero correr esse risco. Ano passado eu passei um perrengue voltando de um jogo do Vasco que choveu muito no final. Não quero correr esse risco de novo", disse ao UOL Esporte o vascaíno Elias Muros antes do jogo. Ele comprou, não foi e não buscou o ressarcimento.

O sócio do Vasco que quisesse ser ressarcido deveria enviar um email ao clube com informações exigidas pelo Cruzmaltino.

O xingamento ao prefeito do Rio, Marcelo Crivella, aconteceu de forma mais intensa no segundo tempo. O grito era de "Ei, Crivella...", seguido de um palavrão.

Gafe com hino do Fla

Durante a partida ocorreu uma gafe no sistema de som. Uma vinheta com o início do hino do Flamengo foi entoada antes de informações do locutor do estádio.

Tal vinheta é utilizada nos jogos do Rubro-Negro, que tem o costume de atuar no local.

Em contato com o UOL Esporte, a assessoria do Maracanã informou que, por ser o mandante do jogo, o Vasco é quem tinha o controle da operação do sistema de som: "O Maracanã informa que a operação do sistema de som durante os jogos de futebol é feita pelos próprios clubes". 

Vale lembrar que o Vasco atuou com uma camisa em homenagem às vítimas do incêndio no CT do Flamengo.

Cambistas fazem a festa

Apesar da suspensão das vendas de ingressos, muitos vascaínos se animaram para tentar a sorte na porta do Maracanã quando perceberam que a tempestade não iria acontecer. Com isto, quem se deu bem foram os cambistas, que vendiam o bilhete originalmente mais barato (R$ 40) por cerca de R$ 100, livremente, nos arredores do estádio.

Jogo já havia sido adiado

A partida entre Vasco e Resende já havia sido adiada por conta da tragédia no CT do Flamengo que culminou na morte de dez jovens atletas do Rubro-Negro. Inicialmente, ela havia sido marcada para o último domingo (10) com a outra semifinal, entre Fla e Fluminense, agendada para o dia anterior (9).

Tal mudança já havia feito com que alguns vascaínos desistissem da partida de ontem.

"Eu estou acompanhando meu pai no hospital. Um procedimento cirúrgico já marcado. E como a data mudou...", justificou Eliseu Martins.

O clássico entre Flamengo e Fluminense agora acontecerá hoje, às 20h30, no Maracanã.

Vasco teve taxas suspensas para reduzir prejuízo

Com toda a confusão que foi criada para a realização do jogo, a Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj) e o consórcio que administra o Maracanã resolveram suspender as taxas que costumeiramente cobram numa tentativa de diminuir os prejuízos do Vasco, que era o mandante da partida.

*Atualizada às 13h56

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