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"Tempo" vira fator decisivo no Corinthians e fixação de Carille em 2019

Arthur Sandes

Do UOL, em São Paulo

21/01/2019 04h00

"Tempo, tempo, tempo, tempo...". Na voz da cantora Maria Bethânia é um senhor do destino; nos bastidores do Corinthians é um fator decisivo em quase todo o planejamento neste início de temporada. O tempo ganhou protagonismo após o empate por 1 a 1 contra o São Caetano na estreia no Campeonato Paulista, no último domingo (20), e agora será valioso para o encaixe da equipe pensada por Fábio Carille.

O técnico falou em "tempo" pelo menos cinco vezes durante sua entrevista coletiva após a partida. O tempo vai melhorar o entrosamento, definir a estreia de Boselli, estabelecer um "herdeiro" da posição de Romero... E o empate na abertura da temporada, ainda que tenha mostrado certos ajustes a fazer, foi aprovado por Carille pelo curto tempo de trabalho até aqui. Há certa razão em todas as teses, é claro, mas afinal não deixa de ser curiosa a relação do Corinthians com o tempo.

É certo que Carille tem mesmo tempo para trabalhar neste começo de ano, mas ele é finito. O calendário corintiano reserva o primeiro jogo grande da temporada no dia 2 de fevereiro, clássico contra o Palmeiras no Paulistão. Cinco dias depois há visita decisiva ao Ferroviário, na Copa do Brasil. E daí em diante a importância dos compromissos só aumenta.

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A ideia da comissão técnica é chegar a esta maratona de jogos com o time já nos trilhos. Para isso é necessário tempo e principalmente treino tático, como Carille tanto gosta de fazer. Ficou claro contra o São Caetano que ainda falta muito entrosamento e, ainda que a qualidade técnica seja visível, quase ninguém se conhece do meio para frente. Os 73% de posse de bola na estreia em 2019 renderam mais impedimentos (seis) do que chutes com direção ao gol (somente um).

Não faz nem duas semanas que Richard, Ramiro, Sornoza, Jadson, André Luis e Gustavo treinam juntos no Corinthians, o que torna natural a dificuldade para se entenderem em campo. No último domingo foi exatamente assim. Richard errou mais do que acertou, enquanto Ramiro ainda não mostrou as qualidades que o destacaram no Grêmio. Sornoza ficou um pouco perdido no lado esquerdo, ainda não adaptado ao desenho tático; e André Luis não conseguiu combinar tão bem com Fagner no lado oposto do campo.

"Agora é o tempo que vai fazer melhorar. Sei que o lado direito precisa só de alguns ajustes, enquanto o esquerdo tem que ajustar bastante", admitiu Carille em sua entrevista pós-jogo, relativizando o desempenho da equipe. "Acho que está muito positivo pelo tempo de trabalho. Do tempo que estou aqui, com muitas mudanças, jogadores chegando ainda", destacou.

O técnico tem apenas um treino com os titulares antes da visita ao Guarani, às 19h15 (de Brasília) desta quarta-feira (23). Nesta segunda (21), a atividade deve ter apenas reservas em campo, com os titulares fazendo regenerativo na parte interna do CT Joaquim Grava. O time que vai a Campinas deve ser o mesmo da estreia no Paulistão.

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