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Fluminense adota paciência para absorver "estilo Diniz" de jogar futebol

Bruno Braz

Do UOL, no Rio de Janeiro

21/01/2019 04h00

Quem acompanha o trabalho de Fernando Diniz desde os tempos de Audax já conhece seu característico estilo de aplicar o futebol, com muito toque de bola desde a saída do goleiro. Contratado pelo Fluminense, adotou esta filosofia na pré-temporada, mas em campo a equipe ainda não está totalmente adaptada a ela.

No empate por 1 a 1 com o Volta Redonda no último sábado, por exemplo, o gol do adversário saiu após uma troca de passes no meio de campo tricolor em que o atacante Everaldo foi desarmado. No contra-ataque, o meia Douglas Lima sofreu pênalti convertido por João Carlos.

Na avaliação de Diniz, com o tempo o elenco vai absorver seu trabalho:

"O tempo é uma coisa muito incerta. A sequência de jogos e treinamento que vai dizer. Quanto mais tempo tivermos juntos, vamos ganhar mais entrosamento. O ideal é uma coisa que nunca chega. Quanto mais o tempo for passando, vamos pegando. Quanto mais semanas cheias tivermos para treinar, mais a equipe irá melhorando".

O treinador, porém, acredita que o Fluminense já conseguiu apresentar algumas de suas características na estreia no Campeonato Carioca.

"Em termos de conceito, o time claramente apresentou. Mas, principalmente no 1º tempo, faltou muita agressividade. Jogamos muito lateralmente e faltou profundidade. Mas um dos motivos para isso foram os desfalques. Tínhamos um time mais ou menos já treinado, que vinha treinando constantemente. E quando você tira em cima da hora quatro titulares e jogadores importantes, é normal que a equipe sinta", justificou.

Ao ser perguntado se era "proibido dar chutão" com Fernando Diniz, o zagueiro Matheus Ferraz não pensou duas vezes em dizer que, "se apertar, vamos ter que dar chutão".

"O estilo de jogo que ele gosta vai entrosar com o tempo, até a gente assimilar bem o que ele quer e gosta. A questão não é dar chutão. Se apertar, vamos ter que dar um chutão. Ele gosta que saia jogando, todo mundo dar opção e apertar. Mas, se pressionarem, logicamente a gente não vai dar vacilo. Aos poucos vamos assimilando o que ele quer. Isso vem com o tempo, não é rápido. Todo treinador precisa de um tempo para poder implantar o esquema que ele gosta. Vamos entrosar e fazer um grande campeonato", declarou.

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