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Corinthians x Santos tem Carille ovacionado e Sampaoli "na pilha"

Bruno Grossi

Do UOL, em São Paulo

13/01/2019 19h34

Neste domingo, Corinthians e Santos se enfrentaram em amistoso em Itaquera e o Timão ficou com a Taça Gylmar dos Santos Neves graças ao menor número de cartões amarelos depois de empate por 1 a 1. Mas as atenções ficaram mesmo sobre os técnicos Fábio Carille, que voltou a dirigir os corintianos depois de sete meses, e Jorge Sampaoli, que comandou o Santos pela primeira vez.

E o clichê "duelo de opostos", tão comum no futebol, pôde ser aplicado perfeitamente ao que se viu na área técnica durante o clássico. Enquanto Carille caminhava lentamente, pensativo e observador, Sampaoli marchava em ritmo alucinante, muitas vezes olhando mais para o chão do que para o que acontecia na partida. Suas reações, sempre efusivas, pareciam divertir os torcedores do Corinthians no Setor Oeste da Arena.

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Essa mesma área do estádio vibrou muito antes do jogo, quando o elenco do Timão foi apresentado e o nome de Carille se espalhou pelo sistema de som. A empolgação pelo retorno de um técnico que, em tão pouco tempo, conquistou tanto ficou nítida. A partida é que não gerou a mesma animação, já que os times ainda apresentaram falta de ritmo e, após a entrada dos reservas, os erros prevaleceram.

Carille se limitava a abrir os braços quando algum erro individual ocorria. Sua calma, embora habitual, evidenciava que o clássico servia para testes. Não à toa, aos 15 minutos do segundo tempo, todos os jogadores foram substituídos. Do outro lado, Sampaoli externava mais o incômodo com os erros. Desde passes malfeitos até detalhes no posicionamento do Santos.

O argentino cruzava o limite da área técnica o tempo todo, com sua passada larga e firme. Quando recuava, era para ir até o banco e consultar um de seus pares da comissão técnica. O auxiliar Pablo Fernández, então, saía para orientar o time. Sampaoli trocava ideias com Carlos Desio, o preparador físico.

Os três, aliás, precisaram até contornar um vacilo em uma das substituições. Gustavo Henrique saiu junto de outros cinco santistas durante o segundo tempo, mas deveria ficar na partida. Samapoli praticamente o jogou de volta para o campo e clamou para que Luiz Felipe saísse. O quarto árbitro Rodrigo Pires de Oliveira tentou impedir, mas acabou convencido pelos argentinos a deixar o clássico seguir.

Em um cenário que parecia mais catastrófico diante da demora do Santos para contratar - apenas o venezuelano Soteldo assinou e ainda não pôde estrear -, Sampaoli já conseguiu dar ao Peixe uma nova cara. Um time que foi paciente para trocar passes e evitou os chutões. Enquanto isso, Carille reapresentou o que melhor sabe fazer: uma equipe que sabe recuar e corre poucos riscos com a bola rolando. O problema está mesmo nas faltas e escanteios cobrados na área corintiana, que seguem atormentando o técnico.

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