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Bi da Sul-Americana, Wellington atribui conquista a grupo "único no Brasil"

Wellington tem contrato com o Atlético até 2020 - Assessoria de Imprensa
Wellington tem contrato com o Atlético até 2020 Imagem: Assessoria de Imprensa

Napoleão de Almeida

Colaboração para o UOL

21/12/2018 04h00

O volante Wellington poderia ter sido reforço do Atlético-PR já em janeiro, mas acabou optando pelo Vasco. Depois de uma crise com a torcida, ficou sem clima e, com um atraso de meio ano chegou à Curitiba. Não poderia imaginar sorte melhor àquela altura de 2018. "Foi muito bom, porque em cinco meses de clube consegui um feito muito bom, pra mim e pra minha carreira. Eu cheguei na hora certa, no momento certo, e consegui me adaptar muito rápido", contou, em entrevista ao UOL Esporte.

Bicampeão da Copa Sul-Americana - venceu também pelo São Paulo em 2012 - Wellington tatuou na pele a taça que o coloca na história do Furacão, segundo ele, um clube com muito do que ele viveu no Tricolor paulista vitorioso nos anos 2000. "Eu gosto muito do estilo do trabalho, do profissionalismo que o Atlético tem. Eu fui criado em time assim, minha base foi no São Paulo, foi bem parecido. Tenho contrato até 2020, espero continuar fazendo história."

Wellington chegou em meio a uma crise do Atlético no Brasileirão. O time era o penúltimo no Brasileirão e iria encarar o Peñarol pela segunda fase da Sul-Americana. "Assim que eu cheguei no Atlético, vi um grupo muito dedicado, muito incomodado com a situação que estava vivendo, e graças a Deus eu pude contribuir com um pouco de experiência, contando o que eu já tinha passado, e acreditando que a gente só conseguiria sair com muito trabalho. E conseguimos fazer história, não só na Sul-Americana mas também no Brasileiro, um clube que estava com 98% (sic) de chances de cair e conseguiu ainda brigar por uma vaga na Libertadores", afirmou, contando um índice percentual próprio.

Ele viveu apenas a gestão Tiago Nunes, que entrou no comando técnico pouco antes. "O que deixa (o trabalho com Nunes) é que com muito trabalho, dedicação e humildade você pode chegar em qualquer lugar. Isso eu levo, porque o Tiago tem muito disso, e graças a Deus deu tudo certo no Brasileiro e na Sul-Americana."

Bicampeão sul-americano compara conquistas

Well tatoo - Assessoria de Imprensa - Assessoria de Imprensa
Jogador marcou na pele as duas conquistas
Imagem: Assessoria de Imprensa

Wellington já havia sido campeão continental com o São Paulo. Repetiu a dose no Atlético. Ele vê diferenças entre os momentos dos times campeões. "Ganhar é sempre bom. No São Paulo, em 2012, nós tínhamos um grupo muito bom, muito forte, mas do meio pra frente, com Lucas, Luis Fabiano, Ganso ou Jadson jogando, a gente sabia que eles poderiam resolver. E a gente ali da marcação jogava mais para eles. Agora nesse grupo do Atlético não, é diferente. Todo mundo, não só os jogadores, mas o clube em si, todo mundo tem uma parcela de ganho nisso porque a gente realmente jogou futebol, desde o goleiro até o atacante. Todo mundo joga e todo mundo marca. Pra mim isso é incrível, porque é o único time que faz isso no Brasil."

Agora, o desafio é a Copa Libertadores, num grupo com Boca Juniors, Tolima e Jorge Wilstermann. E com uma equipe que passa por reformulações. "Essa reformulação fica por conta da diretoria. Eu como atleta vou disputar a minha sétima Libertadores. Quero estar sempre brigando para ser campeão. O Atlético tem todas as condições de brigar por qualquer campeonato e espero continuar fazendo história", aspira Wellington. 
 

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