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Palmeiras pode punir ex-vice que apresentou patrocínio bilionário

Genaro Marino é candidato da oposição no Palmeiras - Danilo Lavieri/UOL Esporte
Genaro Marino é candidato da oposição no Palmeiras Imagem: Danilo Lavieri/UOL Esporte

Danilo Lavieri e Rodrigo Mattos

Do UOL, em São Paulo e em Luque (Paraguai)

17/12/2018 18h00

O Palmeiras deve abrir uma sindicância para analisar uma punição a Genaro Marino, ex-vice e candidato da oposição derrotado na eleição do mês passado. Foi ele que levou a Blackstar ao clube com uma proposta de patrocínio de mais de R$ 1 bilhão. O ex-presidente Paulo Nobre também teve envolvimento com a companhia e pode ser outro alvo das investigações. 

O presidente do Conselho Deliberativo, Seraphim Del Grande, afirmou que o caso será discutido na próxima quarta-feira (19) e que os envolvidos podem ser punidos. Nesta segunda-feira, Maurício Galiotte revelou que Rubnei Quícoli, representante da empresa que tem sede em Hong Kong, apresentou uma garantia bancária vinda do HSBC que era falsificada

"Um diretor nosso vai explicar para todo Conselho o que aconteceu, em uma reunião na quarta-feira. Deve ter pedidos para que seja formada a sindicância com as pessoas que estejam envolvidas nesse caso", afirmou Del Grande ao UOL Esporte em Luque, no Paraguai, horas antes do sorteio dos grupos da Libertadores.

"O Genaro trouxe a proposta um dia antes da eleição com assinatura dele. Depois ele mandou uma carta assinara pelo Genaro e pelo Rubnei. Tem uma testemunha que é um conselheiro. Eles ainda apresentaram o certificado do HSBC e vimos que o documento era falso. Um candidato apresenta uma proposta um dia antes da eleição tem uma responsabilidade", completou.

Genaro era vice-presidente de Galiotte na última gestão e se lançou como representante da oposição no último pleito. Um dia antes da votação, ele revelou os detalhes e protocolou no clube uma carta de intenções da Blackstar. 

A situação sempre encarou a movimentação como política e nunca escondeu que a prioridade era renovar com a Crefisa, que tem no comando Leila Pereira e José Roberto Lamacchia, que são rivais políticos de Genaro e companhia.

"Quando recebemos a proposta pedimos documentação e o que ele (Rubnei) disponibilizou foi uma carta de crédito e documentos da empresa. Como estava em cima da eleição, pedimos a formalização e repassamos ao clube fazer um "due deligence" (processo para buscar informações sobre uma empresa), para saber as origens e comprovações. E aí veríamos o resultado", afirmou Genaro Marino ao UOL Esporte.

"Acho que uma sindicância é pouco provável, porque receber a proposta e repassar para análise faz parte da nossa função", completou. 

Paulo Nobre entrega camisa do Palmeiras para Rubnei - Reprodução/Twitter - Reprodução/Twitter
Imagem: Reprodução/Twitter

Nobre também pode entrar na sindicância

O ex-presidente do Palmeiras Paulo Nobre também teve contato com Rubnei. Os dois se conheceram em 2016, quando o empresário teve a intenção de comprar os direitos de exploração do Allianz Parque. O negócio não andou.

Ele também pode ter o nome envolvido em uma sindicância. Ele não respondeu às tentativas de contato do UOL Esporte, mas, recentemente, no Twitter, disse que tinha tido pouco contato com o intermediário.

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