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Corinthians ainda tenta se recuperar de desmanches após falhar em reposição

Roger em treino do Corinthians; jogador chegou em abril, quatro meses após Jô sair - Daniel Augusto Jr. / Ag. Corinthians
Roger em treino do Corinthians; jogador chegou em abril, quatro meses após Jô sair Imagem: Daniel Augusto Jr. / Ag. Corinthians

Diego Salgado

Do UOL, em São Paulo

13/12/2018 04h00

A festa do Corinthians ao fim do Campeonato Brasileiro do ano passado virou preocupação tão logo a última rodada chegou ao fim. Dias depois, o clube paulista passou a perder jogadores. Dali a seis meses, dois desmanches já haviam mutilado a equipe campeã - no total, foram seis atletas vendidos, além da saída de Fábio Carille e outros cinco integrantes da comissão técnica. 

Um ano depois, a diretoria alvinegra ainda tenta se recuperar de tantas transferências - os zagueiros Pablo e Balbuena, o lateral esquerdo Guilherme Arana, o volante Maycon, o meia Rodriguinho e o atacante foram negociados. O clube, coordenado por Carille, que está de volta ao Parque São Jorge, também busca minimizar os erros cometidos nas reposições desses jogadores.

Dos contratados em 2017 para as lacunas deixadas pelos campeões, apenas o zagueiro Henrique conseguiu ter uma sequência na equipe alvinegra. Para a outra vaga aberta na zaga, Léo Santos, prata da casa, terminou o ano como titular depois de ganhar a posição de Pedro Henrique, outro jogador revelado nas categorias de base do clube.

A diretoria corintiana apostou em outras contratações, como Douglas, Araos, Danilo Avelar, Jonathas e Roger. Os resultados, entretanto, ficaram bem aquém do esperado. Todos eles terminaram a temporada como opção no banco de reservas. 

O volante Douglas, por exemplo, chegou para a vaga de Maycon, mas perdeu espaço e viu Thiaguinho, menos badalado, virar titular. O mesmo aconteceu com Avelar, que perdeu a posição para Carlos Augusto, jovem que foi promovido do time sub-20.

No meio-campo, Araos teve algumas chances para tentar repetir o desempenho mostrado com a camisa da Unversidad de Chile. O jogador, no entanto, sofreu para se adaptar e chegou a ser expulso em duas partidas decisivas. Sem Rodriguinho, Jadson se tornou um dos únicos meias do elenco com características específicas para atuar centralizado. 

Na lateral esquerda, foram muitas tentativas frustradas. Depois de comprar Juninho Capixaba por R$ 6 milhões e não ver resultado, o clube decidiu apostar em Sidcley, envolvido em uma troca com Camacho, que se transferiu para o Atlético-PR. O jogador, entretanto, jogou menos de cinco meses, foi vendido ao futebol ucraniano e reacendeu o problema. Por isso, o Corinthians acertou com Avelar.

O ataque, por sua vez, foi o calcanhar de aquiles da equipe em 2018. Sem Jô, artilheiro do time em 2017 com 25 gols, o Corinthians teve até de mudar de esquema tático no primeiro semestre, ainda sob o comando de Carille. Em abril, um mês antes de o treinador aceitar uma proposta do Al-Wehda, da Arábia Saudita, a diretoria acertou com Roger. Em julho, já com Osmar Loss, Jonathas foi contratado.

A dupla não correspondeu às expectativas. Roger marcou apenas cinco gols em 22 jogos, enquanto Jonathas foi às redes apenas uma vez nas nove partidas em que entrou em campo. Por isso, Danilo ganhou uma vaga no comando do ataque na reta final da temporada, já com o técnico Jair Ventura.

O Corinthians tem se mostrado bastante ativo no mercado da bola nos últimos dias. Depois do acerto com Carille, o clube, sob orientação do treinador, busca pelo menos quatro contratações: o zagueiro Leandro Castán, os meias Ramiro e Sornoza e o atacante Luan.

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