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Boca pede eliminação do River e tribunal decidirá se final será disputada

Lucas Uebel/Getty Images
Imagem: Lucas Uebel/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

27/11/2018 14h11

O Boca Juniors apresentou à Conmebol, durante reunião nesta terça-feira (27) em Assunção, um documento em que pede a eliminação do River Plate e consequentemente o título da Copa Libertadores para o clube xeneize, sem a necessidade da disputar a final.

Segundo o presidente do Boca, Daniel Angelici, o clube vai esperar a decisão do Tribunal da entidade e disse acreditar que sairá vitorioso diante do ocorrido no último sábado, antes do jogo de volta que estava marcado para o Monumental de Núñez. O ônibus da equipe visitante foi apedrejado, provocando ferimentos em jogadores.

“Vamos fazer com fundamentos, creio que existam precedentes para concederem o que pede o Boca", disse, ressaltando que a postura do clube continua sendo de não jogar a partida.

"Nós não aceitamos jogar nenhum jogo até que o Tribunal se pronuncie. Acreditamos que há motivos suficientes para concordarem com o pedido do Boca. E nós iremos ao Tribunal de Apelações. Vamos esgotar todas as instâncias ", afirmou.

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Oficialmente, a Conmebol determinou que a partida seja realizada no dia 8 ou 9 de dezembro fora da Argentina, mas colocou uma observação que a confirmação do jogo depende da decisão do Tribunal. Ainda não há uma data para o julgamento.

No documento entregue à Conmebol, o Boca pede de forma expressa a eliminação do rival, solicitando que"a partida final da final da Copa Libertadores 2018 seja suspensa de forma definitiva" e que "se determine a eliminação do Club Atlético River Plate da Copa Conmebol Libertadores 2018, nos termos do Artigo 18, Seção I) do Regulamento de Disciplina da Conmebol, considerando a gravidade das condutas e a reincidência da referida instituição, e se proclame campeão da referida competição o Boca Juniors".

Na manhã desta terça-feira, a Conmebol infirmou, por meio de um comunicado oficial, que a Unidade Disciplinar abriu um processo contra o time pelo ataque dos torcedores ao ônibus adversário.

O incidente provocou ferimentos em membros da delegação xeneize que decidiria a Libertadores no Monumental de Nuñez. O motorista que guiava o ônibus disse ter sofrido um apagão por alguns segundos, enquanto o capitão do time, Pablo Pérez, feriu o olho com estilhaços do vidro quebrado. O meio-campista foi diagnosticado com uma úlcera na córnea esquerda.

O jogo foi adiado para domingo depois de um acordo de cavalheiros, mas o Boca alegou desigualdades de condições pela lesão de Pablo Pérez e pediu a suspensão da partida. O duelo foi novamente remarcado e a Conmebol organizou a reunião desta terça-feira para tentar resolver a situação. 

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