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Mãe de Daniel fala em tortura e pede justiça: "Quem cuidará da filha dele?"

Do UOL, em São Paulo

23/11/2018 13h24

A dentista Eliana Corrêa, mãe do jogador Daniel, gravou um vídeo para pedir justiça em relação aos suspeitos de terem assassinado o seu filho, em 27 de outubro. Moradora de Conselheiro Lafaiete, em Minas Gerais, Eliane disse que o jogador que tinha contrato com o São Paulo foi vítima de tortura e pediu pena máxima aos suspeitos.

“Eu gostaria de pedir justiça, para que essas pessoas que fizeram o meu filho sofrer, torturaram e mataram ele, que não deixe que eles fiquem soltos”, afirmou ela. “Porque quem faz com um, faz com outro e eles podem fazer outra família sofrer, outra mãe sofrer.”

Eliana também pediu punição no “maior rigor da lei”. Ao todo, sete pessoas estão presas, indiciadas sob suspeita de participação no espancamento e homicídio de Daniel, fraude processual e coação a testemunhas. “Já que eu não posso ter meu filho de volta eu gostaria de pedir que essas pessoas sejam punidas no maior rigor da lei e que a honra de meu filho seja preservada. Que eles sejam punidos com o máximo rigor da lei.”

A dentista fez referência a Cristiana Brittes, mulher de Edison Brittes, que confessou o crime. A defesa da família Brittes entrou com pedido de revogação da prisão de Cristiana sob o argumento de que ela precisa voltar para casa para cuidar de sua filha de 11 anos.

“Se a mãe que auxiliou nessa barbaridade quer ser solta pra cuidar da filha, quem vai cuidar da filha do meu filho? Ela é uma criancinha que vai crescer sem pai”, diz Eliana, mencionando a própria neta, que tem dois anos. “E meu filho, apesar da idade, eu cuidava dele. Como eu vou fazer para cuidar dele se tiraram a vida dele.”

Mesmo em luto, a mãe do jogador agradeceu às autoridades que conduziram o inquérito sobre o crime, que foi concluído e entregue na quinta-feira (22) ao Ministério Público. A promotoria agora precisa fazer a denúncia dos acusados à Justiça.

“Apesar de toda essa tragédia, eu quero agradecer à Polícia do Paraná, o delegado doutor Amadeu [Trevisan], o promotor [João] Milton e nosso advogado Nilton [Ribeiro] por todo empenho e trabalho excelente que fizeram e toda a rapidez que foi resolvido esse inquérito. Muito obrigada pelo apoio e chegar às conclusões necessárias para condenar esses bandidos.”

O corpo de Daniel foi encontrado em uma plantação de pinheiros em São José dos Pinhais (PR), com o pênis cortado e parcialmente degolado. Edison Brittes, conhecido como Juninho Riqueza, disse ter matado o jogador depois de vê-lo tentando estuprar sua mulher. As agressões a Daniel começaram na casa em que a família comemorava o aniversário de 18 anos de Allana  Brittes.

Além da família, foram presas outras quatro pessoas. Eduardo Purkote, Ygor King, David Willian e Eduardo da Silva. Todos eram convidados da festa.

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